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Eleições 2026
Lula chega a 73,24% dos votos em Salvador em 2º turno marcado por retenção de ônibus
Petista venceu Flávio Bolsonaro na capital baiana; Procon identificou 944 coletivos parados em garagens e fiscalização da PF apontou redução de 42,1% na frota

Foto: Ricardo Stuckert
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou 73,24% dos votos válidos em Salvador no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Na capital baiana, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 26,76% dos votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na Bahia, Lula também garantiu vantagem sobre o adversário. No resultado nacional, a disputa foi mais acirrada, com o petista alcançando 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
A votação em Salvador foi marcada por denúncias de falta de ônibus, longas esperas nos pontos e atrasos na saída dos coletivos, que dificultaram o deslocamento de eleitores até os locais de votação. A capital baiana foi a última cidade do país a concluir a apuração.
Durante a fiscalização do transporte público, o Procon-BA identificou 944 ônibus parados nas garagens. Já uma inspeção da Polícia Federal em uma das garagens apontou uma redução de 42,1% na frota em comparação com um dia comum.
Diante dos problemas, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que toda a frota fosse colocada em circulação e ordenou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Ele estava em Paris, em missão oficial a convite do governo francês, e deveria se apresentar às autoridades baianas nesta segunda-feira (26).
Relembre os problemas no transporte
Desde as primeiras horas da votação, eleitores relataram falta de coletivos e longas esperas nos pontos de ônibus em diferentes bairros de Salvador. A situação levou a denúncias sobre possíveis dificuldades de acesso aos locais de votação.
O TRE-BA determinou a retomada da frota integral, com operação equivalente à dos dias úteis, e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem. O tribunal também expediu a ordem de prisão contra Pablo Souza em meio à apuração sobre a retenção dos veículos.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou a ordem de prisão e afirmou que o secretário é um “quadro técnico, sem qualquer vinculação político-partidária”.
O gestor atribuiu os atrasos à retirada de adesivos que remetiam à campanha de Lula. Segundo ele, os empresários determinaram a remoção do material para cumprir as regras da Justiça Eleitoral, o que teria comprometido a operação dos coletivos.
Bruno Reis afirmou que, ao perceber que a retirada dos adesivos atrasava a saída dos veículos, a administração municipal determinou que os ônibus fossem colocados em circulação mesmo assim.
“Quem trouxe problemas hoje? Essa é a pergunta a ser respondida”, declarou o prefeito, ao criticar o que considerou uma tentativa de transformar o episódio em uma disputa política.
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