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Moreno Veloso lembra situação em que foi confundido com terrorista pelo FBI

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Moreno Veloso lembra situação em que foi confundido com terrorista pelo FBI

O caso aconteceu em 1993, quando o filho de Caetano e Dedé tinha apenas 20 anos

Moreno Veloso lembra situação em que foi confundido com terrorista pelo FBI

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 19 de abril de 2024 às 10:09

Moreno Veloso lembrou, em sua participação no programa "Que história é essa, Porchat?", do canal GNT, a situação em que virou alvo do FBI, confundido com um terrorista. A treta aconteceu em 1993, quando o filho de Caetano tinha apenas 20 anos e estava em um avião indo a Nova York. 

"Não tinha internet, ou celular. Não para a gente. Era só no Pentágono. Eu ouvi o piloto falando algo, mas eu não entendi, começou um burburinho. Em vez de pousarmos em Nova York, descemos em Washington. Desci do avião e quando fui pegar minha mala, alguém me cutucou. Era uma moça do FBI, que me pediu para segui-la. Quando cheguei em uma sala, entraram dois caras enormes, que me tiraram do chão sem fazer força", contou o músico.

Moreno disse que não entendeu bem o que estava ocorrendo, pois não falava nem ouvia bem inglês. Os agentes, porém, faziam perguntas muito específicas. "A primeira pergunta era: 'qual o nome do seu orientador na faculdade de Física?' Eu estava fazendo Física na época. Mas me perguntei: 'como ele sabia?' Fiquei mais nervoso que já estava. Não existia Google. Eu disse que não estava entendendo. Quando fiquei nervoso, eles ficaram também. 'Por que você estudou russo na faculdade de Física?', ele perguntou. Eu estudei...", narrou.

Nesse momento da narrativa, o próprio Porchat ficou curioso e quis saber também o motivo de ele ter estudado russo.

Resposta: "É que era obrigatório estudar língua estrangeira. Inglês estava com a turma lotada, espanhol muito mais. Até grego estava lotado. Só sobrou russo".

Continuando, Moreno disse que o policial o ordenou a tirar a roupa. Em seguida, o brasileiro foi obrigado a fazer o juramento do físico.

"A gente jura que não vai usar os conhecimentos para destruir o mundo, que usaremos com responsabilidade. Eu tive que jurar em inglês. O juramento deles tinha um a mais. 'Não vou destruir o mundo e os Estados Unidos'. Os Estados Unidos ainda são mais importantes que o mundo, na visão deles. Depois disso, eles me devolveram a roupa, eu vesti e saí. Do lado de fora, eles estavam abrindo tudo que estava na minha mala e mochila", disse.

Por fim: "Peguei tudo depois, me levaram para o aeroporto. Fui para Nova York, tinha comissários de voo que eram brasileiros e eles me explicaram que iranianos ameaçaram explodir o aeroporto. 'Houve uma ameaça real de terrorismo. E você era o cara', me disseram".