Quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Esportes

"A escolha foi aleatória", revela jornalista sobre capa que previu sucesso de Ana Marcela

Nadadora foi destaque da primeira edição do jornal esportivo

"A escolha foi aleatória", revela jornalista sobre capa que previu sucesso de Ana Marcela

Foto: Primeira edição - A Tarde Esporte Clube

Por: Adele Robichez no dia 04 de agosto de 2021 às 14:41

Em 27 de agosto de 2003, a primeira edição do jornal A Tarde Esporte Clube chegou às bancas trazendo como destaque a pequena nadadora Ana Marcela Cunha, então com 11 anos de idade. Na noite da última terça-feira (3), a baiana conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio e a publicação foi resgatada nas redes sociais como uma bem-sucedida previsão do sucesso da atleta.  

A escolha, que divergiu das celebridades do futebol masculino que costumavam figurar nos lançamentos de suplementos esportivos, foi, no entanto, “aleatória”. Quem confessa isso é Paulo Leandro, então editor-chefe do esporte de A Tarde e idealizador daquela capa.

“Foi uma escolha aleatória, não foi pensado com muito rigor”, admite. Segundo ele, as únicas condições para a seleção da personagem eram que fosse uma mulher que tinha vontade de ser vencedora, mas sem visibilidade e sem grandes conquistas ainda.

Hoje, 18 anos depois, a escolha felizarda se consagrou como destaque não só naquela edição do jornal, como no maior evento esportivo internacional, com o lugar mais alto no pódio. Pois, como já dizia a chamada da capa em 2003, “lugar de mulher é no pódio”.

"Essa frase ou foi algo divinatório ou resultado do conhecimento produzido pelos estudos na universidade. Não lembro bem. Mas isso destaca a importância da academia e de estar conectado com o tempo que vivemos", diz Leandro, orgulhoso.

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