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Em 200 dias de trabalho, Paiva iguala Bahia de 2012, ano de pior aproveitamento após 15 rodadas na Série A
Diferente de 2023 com “mentalidade City”, Tricolor já havia passado pelas mãos de dois técnicos no mesmo período de 11 anos atrás

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
A princípio, o contrato de Renato Paiva com o Bahia termina em dezembro de 2024. Para muitos torcedores, porém, o acordo já deveria ter sido encerrado nos 200 dias de trabalho recém-completados. Isso porque o Tricolor - porteiro do Z-4 - chegou ao oitavo resultado negativo na Série A e tem um aproveitamento de 28,9% após a 15ª rodada.
Paiva apresenta exatamente o mesmo desempenho de 2012, quando o Bahia teve o seu pior início - comparadas as 10 participações do time na Série A de pontos corridos com 20 clubes. No marco de 15 rodadas do campeonato na época, o Esquadrão não teve a mesma paciência e a equipe já havia passado pelas mãos de dois técnicos.
Na ocasião, o treinador Paulo Roberto Falcão não resistiu aos maus resultados e caiu na 10ª rodada da competição, com 23,3% de aproveitamento. O time aparecia na vice-lanterna, com sete pontos ganhos e somente uma vitória em dez partidas.
O lugar foi ocupado por Caio Júnior, que chegou à 15ª rodada com 28,9% de aproveitamento. Ele ficou menos de 40 dias à frente do time até sair na 19ª por questões pessoais. O Tricolor terminou 2012 na 15ª colocação com 47 pontos - seis a mais que o Sport, último rebaixado.
O Bahia também não foi tão perseverante em outras cinco oportunidades: Marquinhos Santos (2014), Jorginho (2017), Guto Ferreira (2018), Roger Machado (2020) foram demitidos antes mesmo de completarem 15 jogos na Série A devido ao desempenho abaixo do esperado. Em 2021, o Tricolor dispensou Dado Cavalcanti após a 16ª rodada. (Veja infográfico abaixo)

Fé no longo prazo
Ao contrário dos técnicos anteriores, Renato Paiva tem a “mentalidade City” a seu favor. O conglomerado europeu, constituído por 13 clubes, é famoso por garantir estabilidade para seus treinadores, com foco em trabalhos de médio e longo prazos. A nível de exemplo, o Manchester City contabiliza quatro técnicos em quase 15 anos até fazer história e conquistar a tríplice coroa na última temporada.
Voltando à Bahia, o Tricolor tem 44 jogos em 2023 - são 18 vitórias, 14 derrotas e 12 empates, com 58 gols marcados e 55 sofridos. Paiva acumula um título estadual, uma eliminação precoce na Copa do Nordeste, um adeus à Copa do Brasil nas quartas de final e trava briga para se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão.
Em entrevista coletiva após a derrota para o Athletico-PR, o técnico foi enfático ao dizer que não atribui a má fase do Bahia a si mesmo. “Todos os dias trabalho muito. Renato Paiva não é o problema.” Questionado, então, sobre quais seriam as justificativas para a baixa, ele citou o calendário apertado e o “pouco tempo para trabalhar”.
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