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Em 200 dias de trabalho, Paiva iguala Bahia de 2012, ano de pior aproveitamento após 15 rodadas na Série A

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Em 200 dias de trabalho, Paiva iguala Bahia de 2012, ano de pior aproveitamento após 15 rodadas na Série A

Diferente de 2023 com “mentalidade City”, Tricolor já havia passado pelas mãos de dois técnicos no mesmo período de 11 anos atrás

Em 200 dias de trabalho, Paiva iguala Bahia de 2012, ano de pior aproveitamento após 15 rodadas na Série A

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Por: Marina Aragão no dia 21 de julho de 2023 às 13:00

Atualizado: no dia 26 de julho de 2023 às 20:01

A princípio, o contrato de Renato Paiva com o Bahia termina em dezembro de 2024. Para muitos torcedores, porém, o acordo já deveria ter sido encerrado nos 200 dias de trabalho recém-completados. Isso porque o Tricolor - porteiro do Z-4 - chegou ao oitavo resultado negativo na Série A e tem um aproveitamento de 28,9% após a 15ª rodada. 

Paiva apresenta exatamente o mesmo desempenho de 2012, quando o Bahia teve o seu pior início - comparadas as 10 participações do time na Série A de pontos corridos com 20 clubes. No marco de 15 rodadas do campeonato na época, o Esquadrão não teve a mesma paciência e a equipe já havia passado pelas mãos de dois técnicos. 

Na ocasião, o treinador Paulo Roberto Falcão não resistiu aos maus resultados e caiu na 10ª rodada da competição, com 23,3% de aproveitamento. O time aparecia na vice-lanterna, com sete pontos ganhos e somente uma vitória em dez partidas. 

O lugar foi ocupado por Caio Júnior, que chegou à 15ª rodada com 28,9% de aproveitamento. Ele ficou menos de 40 dias à frente do time até sair na 19ª por questões pessoais. O Tricolor terminou 2012 na 15ª colocação com 47 pontos - seis a mais que o Sport, último rebaixado.

O Bahia também não foi tão perseverante em outras cinco oportunidades: Marquinhos Santos (2014), Jorginho (2017), Guto Ferreira (2018), Roger Machado (2020) foram demitidos antes mesmo de completarem 15 jogos na Série A devido ao desempenho abaixo do esperado. Em 2021, o Tricolor dispensou Dado Cavalcanti após a 16ª rodada. (Veja infográfico abaixo)

 

Fé no longo prazo

Ao contrário dos técnicos anteriores, Renato Paiva tem a “mentalidade City” a seu favor. O conglomerado europeu, constituído por 13 clubes, é famoso por garantir estabilidade para seus treinadores, com foco em trabalhos de médio e longo prazos. A nível de exemplo, o Manchester City contabiliza quatro técnicos em quase 15 anos até fazer história e conquistar a tríplice coroa na última temporada. 

Voltando à Bahia, o Tricolor tem 44 jogos em 2023 - são 18 vitórias, 14 derrotas e 12 empates, com 58 gols marcados e 55 sofridos. Paiva acumula um título estadual, uma eliminação precoce na Copa do Nordeste, um adeus à Copa do Brasil nas quartas de final e trava briga para se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão.

Em entrevista coletiva após a derrota para o Athletico-PR, o técnico foi enfático ao dizer que não atribui a má fase do Bahia a si mesmo. “Todos os dias trabalho muito. Renato Paiva não é o problema.” Questionado, então, sobre quais seriam as justificativas para a baixa, ele citou o calendário apertado e o “pouco tempo para trabalhar”.