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Presidente do Vitória chama Flamengo de Guanambi de "laranja" e critica Sant'Ana

O presidente do Vitória, Raimundo Viana, se pronunciou novamente sobre a polêmica envolvendo o registro do zagueiro Victor Ramos no Campeonato Baiano. Segundo o dirigente rubro-negro, a situação já foi resolvida. Em entrevista coletiva, Raimundo atacou o presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana, por ter convocado entrevista coletiva após o jogo para falar sobre o assunto. [Leia mais...]

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Foto : Francisco Galvão/Divulgação/ECV

Por Matheus Simoni no dia 29 de Março de 2016 ⋅ 18:30

O presidente do Vitória, Raimundo Viana, se pronunciou novamente sobre a polêmica envolvendo o registro do zagueiro Victor Ramos no Campeonato Baiano. Segundo o dirigente rubro-negro, a situação já foi resolvida. Em entrevista coletiva, Raimundo atacou o presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana, por ter convocado entrevista coletiva após o jogo para falar sobre o assunto.

"De três uma: ou o presidente do Bahia foi mal orientado pelos fatos; ou está com muito medo de enfrentar o Vitória, ou está com dor de cotovelo pela chegada do Dagoberto, do Victor Ramos e do Kieza. Ou as três coisas juntas", disse Viana.

O cartola rubro-negro afirmou, em entrevista ao jornal Correio, que o Flamengo de Guanambi estaria atuando como "laranja" na questão por ter entrado com uma ação contra o Leão. "Eu não vou colocar o Flamengo de Guanambi como o cerne. Pelo contrário, o que chamou a atenção e causou um profundo desgosto em nós, e até tristeza, foi o comportamento do presidente do Bahia. Na verdade, eu poderia dizer que, dessa situação toda, o Flamengo nada mais é que uma laranja", afirmou Viana.

O presidente do Vitória revelou ter entrado em contato com o presidente do Flamengo de Guanambi, Washington Lucas, e criticou o envolvimento do clube em algo que eles não tinham todo o "entusiasmo". "Vocês estão servindo como 'bucha de canhão' e isso é profundamente lamentável, na sua primeira participação no futebol profissional da Bahia, já estejam mergulhados em um tumulto que cujas consequências a gente imagina que não sejam tão graves", declarou.

"Na ocasião eu disse a ele, seja qual for o caminho que você tome, espero que amanhã, quando a ficha cair, vocês não se arrependam. Mas o caminho é de vocês, o Vitória jamais desestimulará quem quer que seja que vá às vias judiciais buscar soluções para os problemas que lhe pareçam pertinentes", concluiu. 

Documento da Fifa foi 'desnecessário', segundo o presidente

Viana também esclareceu a situação de Victor Ramos e disse que nunca precisou de uma liberação da Fifa, embora o clube tenha afirmado diversas vezes que o documento era necessário para que o atleta pudesse atuar.

"O Victor foi emprestado pelo Monterrey do México ao Palmeiras até o final de dezembro. Terminada a relação dele com o Palmeiras, nós fomos buscar a participação dele no Vitória junto ao Monterrey. Fizemos as negociações, firmamos compromissos, e na hora da transferência do atleta, houve um probleminha. Porque ele não retornou ao México. Ele estava no Brasil e continuou no Brasil. Num primeiro momento, imaginou-se que a solução seria através de uma licença especial da Fifa porque a janela de transferência entre México e Brasil estava fechada. Ele não poderia vir naturalmente, ele teria que vir através de uma autorização especial da Fifa. E aí seria uma transferência internacional, por isso o envolvimento da Fifa no problema. Porém a CBF chegou à conclusão de que não se tratava de uma transferência internacional e sim nacional. Porque toda a documentação do Victor Ramos estava do Brasil, por isso a transferência era interna e ela foi procedida como tal", explicou.

"O nome do atleta foi levado ao BID no dia 18 de março e ele adquiriu, portanto, condições de jogo. Se, por acaso, houvesse a necessidade, no caso do Victor retornar ao México, aí sim. Como a janela já estava fechada, precisava de uma autorização especial, coisa que não aconteceu", afirmou o presidente do Vitória.

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