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Fábio Mota reclama de tratamento desigual dado ao Vitória por nova liga e notifica entidade

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Fábio Mota reclama de tratamento desigual dado ao Vitória por nova liga e notifica entidade

Presidente do Leão afirma que clube e Atlético Mineiro fizeram o mesmo movimento na FFU, mas apenas o time baiano estaria sofrendo descontos nos repasses

Fábio Mota reclama de tratamento desigual dado ao Vitória por nova liga e notifica entidade

Foto: Victor Ferreira/ECV

Por: Metro1 no dia 03 de agosto de 2026 às 18:22

Atualizado: no dia 03 de agosto de 2026 às 18:56

O presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmou ao Lance! que notificou extrajudicialmente a Liga Futebol Forte União (FFU) para cobrar explicações sobre os descontos aplicados nos repasses feitos pela Sports Media Entertainment (SME). Segundo o dirigente, a medida causa um desequilíbrio entre os clubes, já que, na avaliação dele, o Atlético-MG, que realizou uma movimentação semelhante, não estaria passando pela mesma situação.

A SME é a principal investidora da FFU e, no ano passado, repassou R$ 68,2 milhões ao Vitória em troca de 15% das receitas futuras do clube relacionadas a direitos de transmissão e publicidade. Para Mota, o problema está no fato de que um concorrente direto na tabela do Campeonato Brasileiro não estaria sofrendo os mesmos descontos.

Vitória e Atlético-MG deixaram a Libra e migraram para a FFU no segundo semestre do ano passado. Os dois clubes tinham compromissos com a antiga liga válidos até 2029, e a mudança de bloco só terá efeito prático a partir de 2030. Mesmo assim, os acordos financeiros com a nova liga já foram firmados e os valores começaram a ser pagos.

Em entrevista ao Lance!, Fábio Mota afirmou que não questiona o acordo financeiro feito com a FFU, mas a diferença no tratamento entre os clubes que adotaram a mesma estratégia.

"Vitória e Atlético Mineiro fizeram o mesmo movimento. Qual foi o movimento que fizeram? Saíram da Libra a partir de 2029 e foram para a LFU. Até aí, tudo certo. O Vitória vai receber o aporte que recebeu e, se não tivesse recebido, teria caído (para a Série B) ano passado, porque não tinha como sustentar. E, a partir deste ano, cumpriu o que foi aprovado e o que está no contrato. O Vitória está fazendo 100% do que foi combinado e do que foi assinado. Até aí não tem problema, não tem descontentamento, eu já sabia que ia descontar. Fui porque eu achei que o negócio era bom, e é bom. As receitas lá (na FFU) são maiores do que as da Libra. Essa é a grande verdade. Mesmo descontando o que vai descontar, no final, o valor é maior", explicou o presidente do Vitória ao Lance!.

De acordo com a reportagem, a SME informou que "não comenta contratos celebrados individualmente com os clubes". A empresa não esclareceu se houve negociações diferentes entre as equipes. Questionado sobre a possibilidade de o Atlético-MG ter obtido uma condição diferente, Mota afirmou:

"Os contratos são iguais. São padrão, são iguais para todos. O que você muda é o que você vendeu, se 15% , se 20%, se 30%. No meu caso foi 15%, o dele também foi 15%. O contrato é padrão, então. São iguais, iguais com todos os clubes do Brasil, todos são iguais. E todos descontam, todos, todos estão descontando. O único que não está descontando é o que foi junto comigo."

Fábio Mota voltou a afirmar ao jornal O Lance! que a diferença nos descontos poderia afetar a disputa esportiva no Campeonato Brasileiro. Segundo o dirigente, o Atlético-MG, que fez o mesmo movimento de saída da Libra para a FFU, não estaria tendo os mesmos abatimentos.

"O Atlético não está descontando nada, zero. E qual é o problema? O Atlético hoje é meu adversário na tabela (do Brasileirão Série A), é um ponto de diferença. Eu estou brigando palmo a palmo com os caras. Então, eu entendo que isso desequilibra o campeonato, desequilibra a minha briga com o Atlético. Do ponto de vista técnico, há um desequilíbrio, porque, quando você tem um desequilíbrio do ponto de vista financeiro, você tem um desequilíbrio do ponto de vista técnico. Então, não dá para a LFU tratar casos iguais lá dentro, com dois pesos e duas medidas", criticou.

O presidente do Vitória também questionou se as relações dos investidores ligados ao Atlético-MG poderiam ter influenciado o tratamento dado ao clube mineiro. Mota citou Rubens Menin, principal acionista da SAF atleticana e controlador do Banco Inter, além de Ricardo Guimarães, ligado ao Banco BMG.

"Por que a LFU está fazendo isso? É porque, do lado do Atlético, você tem banqueiros, que são amigos dos caras, e, do lado do Vitória, você não tem banqueiros, porque o Vitória é menor, o Atlético é maior? Esse é o questionamento que eu estou fazendo", disse o dirigente. Ainda segundo a reportagem do Lance!, Fábio Mota afirmou que os demais clubes da FFU que negociaram participação em receitas futuras estão tendo descontos nos repasses, com exceção do Atlético-MG.