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CBV proíbe participação de atletas trans em competições femininas de vôlei

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CBV proíbe participação de atletas trans em competições femininas de vôlei

Nova política de elegibilidade segue critérios adotados pelo COI e pela FIVB

CBV proíbe participação de atletas trans em competições femininas de vôlei

Foto: Divulgação/ Volleyball World

Por: Metro1 no dia 14 de agosto de 2026 às 18:38

Atualizado: no dia 14 de agosto de 2026 às 19:31

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) uma nova política de elegibilidade para competições femininas e passou a impedir a participação de atletas trans na categoria. A entidade afirmou que a mudança busca alinhar as regras nacionais aos critérios adotados internacionalmente.

Até então, a CBV permitia a participação de atletas trans em torneios femininos desde que fossem submetidas a tratamento hormonal capaz de manter os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L, conforme recomendação da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS).

Com a alteração, a ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, fica impedida de continuar atuando pelo clube em competições femininas de vôlei. Procurada, a atleta não havia se manifestado até a publicação da informação.

Em nota, a CBV afirmou que a mudança considera o atual cenário regulatório internacional e busca garantir alinhamento com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

A entidade informou que, a partir desta sexta-feira, passa a adotar os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano. Segundo a CBV, a elegibilidade para a categoria feminina ficará restrita a atletas do sexo biológico feminino.

A verificação da elegibilidade será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY. A regra foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela FIVB e já utilizada neste ano durante a Liga das Nações.

A mudança ocorre em meio ao endurecimento das regras para participação de mulheres trans em competições esportivas internacionais. Entidades de modalidades como natação, atletismo e ciclismo também adotaram critérios mais restritivos nos últimos anos.

O presidente da CBV, Radamés Lattari, afirmou que a decisão busca adequar os campeonatos brasileiros às normas internacionais. “Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais”, declarou.