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Novo presidente do Vitória acumula desconfiança após descumprimento de promessas

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Novo presidente do Vitória acumula desconfiança após descumprimento de promessas

Quatro tentativas e uma vitória. Ivã de Almeida tentou concorrer à presidência do Vitória em 2010 e 2013, perdeu em 2015 e só em 2016 garantiu o comando do rubro-negro. Mas sua entrada no clube já começa cheia de polêmicas. O grupo que assume o Leão prega renovação de quase 90% do Conselho Deliberativo, mas Ivã já é um velho conhecido dos bastidores do Vitória e apostou em caras antigas [Leia mais...]

Novo presidente do Vitória acumula desconfiança após descumprimento de promessas

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Matheus Simoni no dia 22 de dezembro de 2016 às 06:00

Quatro tentativas e uma vitória. Ivã de Almeida tentou concorrer à presidência do Vitória em 2010 e 2013, perdeu em 2015 e só em 2016 garantiu o comando do rubro-negro. Mas sua entrada no clube já começa cheia de polêmicas. O grupo que assume o Leão prega renovação de quase 90% do Conselho Deliberativo, mas Ivã já é um velho conhecido dos bastidores do Vitória e apostou em caras antigas.

Nos primeiros dias após as eleições, o grupo que assumiu o clube passou a receber muitas críticas. Um dos motivos foi o retorno de Jorginho Sampaio, ex-presidente do Vitória, no comando do futebol ao lado do também ex-dirigente Sinval Vieira.  Nas redes sociais, torcedores resgataram postagens de membros da chapa, que  anunciavam antes das eleições que Sampaio não teria cargo algum no clube.

Histórico de desistências
Conselheiro desde 1996, o engenheiro civil e advogado Ivã de Almeida tem 61 anos, preside a Fundação Baiana de Engenharia (FBE) e já atuou nas divisões de base do clube. 

Ivã tinha o rótulo de quase sempre desistir na hora H. Em 2010, abriu espaço para a reeleição de Alexi Portela Júnior. Três anos depois, nova desistência, quando ainda era pré-candidato. Almeida apoiou a candidatura de Carlos Falcão, que renunciaria ao cargo em 2015 — ano em que Ivã chegou a finalmente disputar as eleições, mas foi derrotado por Raimundo Viana. 

Gafes na campanha ficaram famosas
Durante a campanha, Ivã cometeu gafes que geraram desconfiança no torcedor. Em um debate realizado pela Rádio Sociedade, o agora presidente se atrapalhou ao falar do mecanismo de solidariedade da Fifa — ferramenta que garante um percentual das transações dos atletas para o clube formador. Em sua resposta, Ivã deu a entender que desconhecia o dispositivo, falando de solidariedade no sentido de cuidado e identificação com os problemas dos jogadores.

“Nós estamos propondo a criação de uma fundação para monitorar isso. É um processo muito difícil, porque o Vitória tem muitos atletas espalhados pelo mundo inteiro. Por isso vamos criar essa fundação, que não só faça o papel social e amplie os laços do Vitória com o estado e o municípío, como também acompanhe esses atletas”, disse. 

No debate da Rádio Excelsior, Ivã novamente se atrapalhou numa informação importante do clube: declarou que o ídolo Marinho foi contratado por Carlos Falcão, a quem apoiou em 2013, mas o jogador chegou pelas mãos do presidente Raimundo Viana, neste ano.

Ausência e “esquecimento” 
Outro caso da campanha também chamou a atenção para a palavra de Ivã. Quase na hora do debate na Metrópole, ele avisou que não iria participar, por causa de “compromissos inadiáveis”. No entanto, a assessoria da chapa Vitória do Torcedor informou que o candidato “se esqueceu” do debate. No dia das eleições, Ivã se desculpou pela confusão. “Fiquei triste. Houve um problema dentro do setor de comunicação. Esse núcleo não estava organizado. Isso me deixou muito mal”, afirmou.