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Bahia se posiciona contrário à proposta de torcida única nos Ba-Vis

O Bahia divulgou nesta terça-feira (11) uma nota criticando as declarações do promotor de justiça Olímpio Campinho, que afirmou que o Ministério Público da Bahia pode solicitar a utilização de torcida única nos próximos clássicos entre Bahia e Vitória na temporada.[Leia mais...]

[Bahia se posiciona contrário à proposta de torcida única nos Ba-Vis]
Foto : Divulgação/Felipe Oliveira/ECB

Por Matheus Simoni no dia 11 de Abril de 2017 ⋅ 14:43

O Bahia divulgou nesta terça-feira (11) uma nota criticando as declarações do promotor de justiça Olímpio Campinho, que afirmou que o Ministério Público da Bahia pode solicitar a utilização de torcida única nos próximos clássicos entre Bahia e Vitória na temporada. A medida aconteceu após uma série de brigas entre as duas torcidas nos arredores da Arena Fonte Nova, palco do Ba-Vi do último domingo (9) pelo Campeonato Baiano.

Na mesma noite depois do jogo, o torcedor Carlos Henrique Santos de Deus foi morto a tiros na região da Vasco da Gama. Na última segunda, foi preso Pietro Henrique Ferreira Caribé Pereira, apontado como um dos cinco envolvidos no homicídio.

Na nota divulgada pelo clube, o Bahia lamenta a postura do promotor e diz que o problema em questão não é causado pelas partidas de futebol. \'O problema não está no esporte, mas nas crises de segurança pública, educação e desemprego. O poder público, historicamente, tem dificuldades para cumprir seu papel. De fato não é fácil. O Brasil tem muitos policiais e professores que são heróis. Doam-se pela sociedade, trabalham em condições difíceis e, por vezes, são injustamente criticados. A vida precisa de bons exemplos. Não de muros\', afirma o Esquadrão, que se solidarizou com família do jovem assassinado.

\'O EC Bahia se solidariza à família do jovem tricolor Carlos Henrique Santos de Deus. Mais uma vítima de um Brasil maltratado, violento e que precisa de bons exemplos\', finalizou o clube.

Confira a nota do clube na íntegra:

O Esporte Clube Bahia, respeitosamente, vem a público lamentar as declarações do promotor Olímpio Campinho que vê em torcida única uma solução para o futebol baiano.

O problema não está no esporte, mas nas crises de segurança pública, educação e desemprego. O poder público, historicamente, tem dificuldades para cumprir seu papel. De fato não é fácil.

O Brasil tem muitos policiais e professores que são heróis. Doam-se pela sociedade, trabalham em condições difíceis e, por vezes, são injustamente criticados.

A vida precisa de bons exemplos. Não de muros. Por isso, o EC Bahia trabalha a responsabilidade social com as Obras Sociais Irmã Dulce e agora busca trabalho conjunto com a Unicef.

A festiva volta da torcida mista no clássico Ba-Vi do último domingo (9) também mostra que os bons cidadãos querem retornar aos estádios, às ruas e a viver sem medo.

Ninguém tem o direito de trancafiar milhões de apaixonados em casa. Que julguem e prendam os criminosos.

O EC Bahia se solidariza à família do jovem tricolor Carlos Henrique Santos de Deus, após a partida, fora do estádio. Mais uma vítima de um Brasil maltratado, violento e que precisa de bons exemplos.

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