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Técnico ex-Bahia afirma receber críticas exageradas e com teor racista

"Tudo começa com as críticas insistentes, diárias. No conteúdo de umas, com conotação racistas. Fui citado até como "Mourinho do Pelourinho", disse Cristóvão Borges.

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Foto : Reprodução / Veja

Por Redação Metro1 / ESPN.com.br no dia 11 de Agosto de 2015 ⋅ 09:57

Em entrevista à ESPN Brasil, o atual treinador do Flamengo e ex-jogador e técnico do Bahia, Cristovão Borges, abordou o assunto preconceito com relação a algumas críticas exageradas sobre o seu trabalho a frente do rubro-negro carioca.

“Venho sofrendo críticas que fogem ao padrão normal e comum que acontece no futebol. Existem ainda críticas exacerbadas, que viraram perseguição. Algumas delas, sim, com conotação racista. Isso também. Tudo começa com as críticas insistentes, diárias. No conteúdo de umas, com conotação racistas. Fui citado até como "Mourinho do Pelourinho", disse Cristóvão Borges.

A expressão citada pelo treinador, teria sido dita pelo jornalista Renato Maurício Prado do canal fechado Fox Sports.

O treinador acredita que há menos tolerância com o seu trabalho por ser negro, mas afirmou que, embora considere pesadas muitas críticas, isso não afeta o seu dia a dia à frente da equipe rubro-negra.

“O Flamengo é uma grande lente de aumento. E eu enxergo o racista a qualquer distância por conta da grandeza do Flamengo. A tolerância comigo é diferente. Tudo isso não é uma coisa que afete meu trabalho. Eu me preparei para isso. Mas quando passa do ponto e me atinge como cidadão, vou procurar meus direitos. O racismo existe e é camuflado, como tem sido essas críticas. Eu sou um treinador que já fui muito criticado e nunca fui de reclamar com essas críticas. Esse tipo de pessoa, além de se esconder, vai querer usar a torcida do Flamengo. O racista vê o negro e acha que ele deve concordar em tudo. Eu defendo as minhas convicções. Eu sei que para eles eu sou um intruso, um abusado. E eu ainda contesto. Sou assim. Minha posição nunca será de pobre coitado. Vivo bem porque estou trabalhando em um clube maravilhoso. Estou vendo meu trabalho acontecer, porque foi um início difícil. Hoje, já vejo melhora”, concluiu.

 

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