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Pesquisa contraria fala de Paulo Carneiro sobre torcida do Vitória

'Quem sempre foi time popular não é o Vitória, vocês sabem muito bem quem é', disse Carneiro

[Pesquisa contraria fala de Paulo Carneiro sobre torcida do Vitória]
Foto : Divulgação/ECV/Tiago Caldas

Por Matheus Simoni no dia 06 de Junho de 2019 ⋅ 10:00

Eleito para retirar o Vitória da crise instalada no clube, Paulo Carneiro ainda não dá sinais de que pode conseguir reerguer o rubro-negro. O Leão da Barra está na vice-lanterna da Série B, com quatro pontos, acumulando uma nova série de insucessos dentro de campo. Desde que chegou, o novo presidente contratou 12 jogadores e promoveu alguns atletas das divisões de base para a equipe profissional. 

No entanto, o time ainda não engrenou e venceu apenas um jogo, empatou outro e perdeu quatro vezes na segunda divisão. Enquanto o clube tenta dar a resposta em campo, nas arquibancadas o clima é de insatisfação por conta do preço das novas camisas do clube. Confeccionadas pela Kappa, os uniformes são vendidos a mais de 200 reais, valor amargo para rubro-negros de baixa renda, mas justo para o que o presidente acredita ser para o perfil de torcedores do Vitória. “Quem sempre foi time popular não é o Vitória, vocês sabem muito bem quem é”, disse Carneiro. Após as críticas, o dirigente disse em um áudio de WhatsApp que as reclamações são “tempestade em copo d’água no intuito de tumultuar” o clube. 

Preço não foi aplicado porque clube não quis

Informações obtidas pelo Jornal da Metrópole apontavam que o preço popular estava pronto para ser implementado nas camisas da Kappa de qualidade inferior. Os modelos seriam vendidos na loja oficial do Barradão, ao preço de R$ 99,90. No entanto, de acordo com Paulo Carneiro, a realidade do clube não permite que o valor seja aplicado. “O Vitória tem que parar com isso. O Vitória precisa de dinheiro. Chega de preço popular. Comigo não vai ter promoção nunca mais”, declarou o presidente, na época de lançamento dos uniformes.

Atraso deixou time sem camisas de treino em jogo

Os uniformes foram utilizados pelo Leão na derrota para o Bragantino, na semana passada, e expôs alguns problemas iniciais na relação com a Kappa. As camisas de treino do Vitória não chegaram a tempo nem da apresentação oficial, ocorrida na loja Centauro, e nem da partida na sexta-feira passada. Com isso, atletas e membros da comissão técnica tiveram que vestir a camisa 2 de goleiro, na cor preta.

Pesquisa contrária

Segundo dados da última pesquisa do Ibope Inteligência, o Vitória está longe de ser chamado de elitista. 65% dos rubro-negros está na chamada Classe C, enquanto 22% aparece nas classes D e E. A pesquisa mostra que 12% dos torcedores figura nas classes A e B. “A força popular do Vitória, que se expressa nas arquibancadas, vem da estreita relação construída entre o clube e as comunidades do entorno do Barradão”, afirma a Brigada Marighella, grupo de torcedores considerados “de esquerda”. Confira dados da pesquisa aqui e aqui

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