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E agora diretoria? Dirigentes tricolores enfrentam primeira crise

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E agora diretoria? Dirigentes tricolores enfrentam primeira crise

No principal objetivo de 2015, o tricolor fracassou. Não voltou para a Primeira Divisão, mesmo sendo um dos principais favoritos, com um dos elencos mais caros e vindo de um primeiro semestre empolgante, com título baiano e final do Nordestão no currículo. Na segunda parte do ano, o futebol do Bahia não teve vez.

E agora diretoria? Dirigentes tricolores enfrentam primeira crise

Foto: Manu Cavadas / Metropress

Por: Pedro Sento Sé no dia 26 de novembro de 2015 às 08:13

Neste sábado (28), o Bahia entra em campo. Poderia ser um dia de festa para a torcida tricolor, mas desta vez a Arena Fonte Nova não vai pulsar. Provavelmente, pouquíssimos torcedores vão ao estádio ver o time dizer “até breve” à Série B. O “adeus”, espera-se, fica para 2016.

No principal objetivo de 2015, o tricolor fracassou. Não voltou para a Primeira Divisão, mesmo sendo um dos principais favoritos, com um dos elencos mais caros e vindo de um primeiro semestre empolgante, com título baiano e final do Nordestão no currículo. Na segunda parte do ano, o futebol do Bahia não teve vez.

Com o slogan “A vez do futebol”, a chapa formada pelo presidente Marcelo Sant’Ana e pelo vice, Pedro Henriques, foi eleita para um triênio à frente do clube. Depois da manutenção na Série B, não faltaram ataques à dupla, que — como o slogan de campanha dizia — prometia revolucionar também o futebol do Esquadrão. “Acho essa crítica inoportuna”, reagiu Henriques em entrevista à Metrópole. “A eleição acabou. Nosso mandato é de três anos, e daqui até lá o Bahia vai estar em uma posição confortável na Série A. Se isso não acontecer, vamos aceitar a crítica”, reiterou.

Apesar da defesa do vice-presidente, neste ano, 23 jogadores foram contratados e quase nenhum terminou como titular absoluto. Além disso, as incógnitas nas laterais, a dependência de Kieza, a demorada troca de treinador e a ineficiência para suprir a saída do zagueiro Titi foram alguns dos pontos que culminaram no fracasso.

O vice-presidente reconheceu que, em 2016, a diretoria precisa chegar mais perto do campo. “Precisamos estar mais próximos do futebol. Temos muitas outras demandas do clube, como reuniões com a CBF e bancos, mas iremos mergulhar no vestiário para tomarmos melhores decisões”, disse.

Avanço administrativo
Se por um lado o futebol fracassou na Série B, do ponto de vista administrativo é fato que o clube melhorou significativamente. “Pegamos o clube com pouco mais de R$ 200 mil em caixa. Poderíamos perder acordos na Justiça do Trabalho. Chegamos no olho do furacão”, disse Henriques.
Depois de 11 meses, a saúde financeira do clube é completamente diferente: salários em dia, 13º adiantado. De quebra, o clube garantiu um orçamento maior para 2016, que vai permitir mais investimentos no futebol. “Não temos mais adiantamentos de cotas de televisão a serem pagos. Mesmo com a queda no repasse, teremos mais dinheiro”, garantiu. 

Nada de falta de experiência
Se no que diz respeito ao acesso à Série A o time terminou no vermelho, Henriques pelo menos anunciou que o clube fecha 2015 no azul: “Poderemos investir mais no futebol e não repetir equívocos deste ano”.
Já no campo, a reformulação começou. O técnico Charles Fabian não continua e o diretor de futebol Alexandre Faria também saiu. Nomes para essas funções já podem estar certos, mas o clube não confirma. “Conosco, o futebol sempre vai ter vez”, concluiu Henriques. Que o mote eleitoral seja cumprido.