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Assembleia de votação da reforma do estatuto no Vitória é cancelada
Dois conselheiros rubro-negros, Dilson Júnior e Juarez Wanderley entraram com uma ação na justiça comum para cancelar a realização da assembleia geral extraordinária que estava marcada para este domingo (20) que iria votar a reforma do estatuto do Vitória, visando implantar as eleições diretas no clube.

Foto: Reprodução / Vitória na Veia
Dois conselheiros rubro-negros, Dilson Júnior e Juarez Wanderley entraram com uma ação na justiça comum para cancelar a realização da assembleia geral extraordinária que estava marcada para este domingo (20) que iria votar a reforma do estatuto do Vitória, visando implantar as eleições diretas no clube.
Em matéria publicada no jornal Atarde desta segunda-feira, o juiz Gustavo Machado, da 1ª Vara de Juizado Especial de Causas Comuns acatou a ação de maneira parcial. Agora, antes da votação, o projeto terá que ser submetido a análise dos sócios para que emendas e propostas ao texto original sejam debatidas e referendadas pelo Conselho Deliberativo.
O diretor jurídico do clube, Nilton Almeida, informou à publicação que “o estatuto que queriam pôr em votação é um projeto ‘clandestino’, que passou por cima de órgãos do clube. Ele ainda não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo. A assembleia foi convocada à revelia”.
Ele ainda explicou que o estatuto do Vitória tem 92 pontos e quase 500 emendas foram propostas e nenhuma passou pela acareação devida. Somente foram votados o tempo de carência para o sócio votar, a formação do Conselho Deliberativo e as eleições diretas para o Conselho Diretor.
A situação quer que o novo estatuto contemple os seguintes pontos: ficha limpa; veto para que políticos presidam o clube, conselho fiscal e técnico não político; governança e comissão eleitoral independente não nomeada pelo presidente do Conselho Deliberativo; veto de reeleições ilimitadas para a presidência do conselho ; dedicação exclusiva ao clube e redução do número de superintendências.
O presidente do conselho deliberativo, o deputado federal José Rocha, afirmou que vai recorrer da decisão na Justiça. "Eles não querem eleições diretas. Vamos fazer com que a assembleia aconteça", finalizou.
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