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Novo formato diário promete ampliar acesso a medicamentos contra obesidade e pode reduzir custos do tratamento

Foto: Canva Imagens/Divulgação
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou, nesta segunda-feira (22), que a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o uso do medicamento antiobesidade Wegovy em comprimidos para perda de peso.
Segundo a empresa, a versão em pílula terá dose diária e poderá proporcionar resultados semelhantes aos da formulação injetável. “Com a aprovação da pílula de Wegovy, os pacientes terão um comprimido prático de uma dose diária que pode ajudá-los a perder tanto peso quanto a injeção original”, afirmou Mike Doustdar, presidente e diretor-executivo da Novo Nordisk, em comunicado.
A autorização deve ampliar o acesso aos tratamentos para emagrecimento à base de agonistas de GLP-1, considerados por especialistas como uma revolução no combate à obesidade. Esses medicamentos ganharam popularidade nos últimos anos, após serem inicialmente desenvolvidos para o tratamento da diabetes.
Conhecidos por nomes comerciais como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, os fármacos passaram a ser amplamente utilizados também para a perda de peso. O comprimido da Novo Nordisk foi autorizado para uso em adultos com obesidade ou em pessoas com sobrepeso que apresentem ao menos uma comorbidade associada, como doenças cardiovasculares.
A novidade foi celebrada pela Obesity Care Advocacy Network, entidade norte-americana que defende pacientes com obesidade. Em nota, a organização destacou que o avanço oferece uma alternativa para quem hesita em iniciar terapias injetáveis e pode representar uma opção mais acessível financeiramente.
Em novembro, a Novo Nordisk firmou um acordo com o governo dos Estados Unidos prevendo a oferta do tratamento em comprimidos a partir de 150 dólares por mês, valor significativamente inferior ao custo das versões injetáveis, que podem ultrapassar 1.000 dólares mensais no país. A empresa informou que pretende iniciar a comercialização da pílula em janeiro de 2026.
No início de dezembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso de medicamentos à base de GLP-1 no combate ao sobrepeso e à diabetes, apontando o potencial desses fármacos como ferramenta importante para reduzir a obesidade, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
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