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Senado dos EUA aprova veto a novas ações militares contra Venezuela sem aval do Congresso
Internacional
Senado dos EUA aprova veto a novas ações militares contra Venezuela sem aval do Congresso
Medida ainda enfrenta obstáculos no Congresso e possível veto do presidente norte-americano

Foto: Senado EUACongresso.org/divulgação
O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que busca impedir o presidente Donald Trump de adotar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização prévia do Congresso. A votação da medida processual que permite o avanço da proposta terminou com 52 votos favoráveis e 47 contrários.
Cinco senadores republicanos, Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul, Josh Hawley e Todd Young, votaram junto com todos os democratas a favor do prosseguimento da resolução. Em reação, Trump criticou publicamente os colegas de partido em uma postagem na rede Truth Social, afirmando que eles “jamais deveriam ser eleitos para cargos públicos novamente”.
Apesar da aprovação inicial, a proposta ainda precisa superar diversas etapas para entrar em vigor. O texto será analisado mais profundamente pelos senadores e deverá passar por uma nova votação no Senado na próxima semana. Além disso, para se tornar lei, a resolução precisará ser aprovada pela Câmara dos Representantes, atualmente sob controle republicano, e ainda superar um eventual veto presidencial, o que exigiria maioria de dois terços em ambas as Casas.
Tentativas semelhantes já haviam sido feitas no ano passado pelo Partido Democrata, quando o governo dos EUA intensificou a pressão militar sobre a Venezuela, incluindo ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico. Na ocasião, aliados republicanos de Trump conseguiram barrar duas propostas.
O cenário político mudou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas, no último sábado (3). Nos bastidores, parlamentares republicanos passaram a demonstrar preocupação com as declarações de Trump e com a possibilidade de novas ações militares, tanto na Venezuela quanto em outros territórios, como a Groenlândia. Alguns congressistas chegaram a acusar o governo de ter enganado o Congresso.
Coautor da resolução, o senador republicano Rand Paul, do Kentucky, afirmou que há uma mudança de posição entre colegas de partido. “Conversei com pelo menos dois republicanos que não votaram a favor desta resolução anteriormente, mas que agora estão reconsiderando”, disse em coletiva na quarta-feira (7).
No mesmo dia da votação, Trump declarou que os Estados Unidos devem seguir “administrando” a Venezuela por “muitos anos” e explorando o petróleo do país. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (8). Segundo o presidente, o governo interino venezuelano, liderado pela vice-presidente Delcy Rodríguez, estaria fornecendo ao governo norte-americano “tudo o que consideramos necessário por enquanto”.
Trump afirmou ainda que pretende reconstruir a Venezuela de forma “muito lucrativa”, utilizando o petróleo do país para reduzir os preços do combustível e enviar recursos ao território venezuelano. Questionado sobre os motivos para apoiar Delcy Rodríguez em vez de incentivar a oposição a assumir o poder, o presidente norte-americano preferiu não responder.
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