Internacional
Irã: Trump se reunirá com cúpula do governo na terça-feira para discutir resposta a protestos

País vive o 13º dia do maior movimento contra o governo em mais de três anos

Foto: Reprodução/ X
O governo do Irã afirmou neste sábado (10) ter prendido ao menos 200 pessoas apontadas como líderes dos protestos que se espalham pelo país. A mobilização já dura 13 dias e é considerada a maior em mais de três anos, com manifestações que desafiam o governo e pedem a queda do líder supremo, Ali Khamenei. A HRANA (Human Rights Activists News Agency) estima que mais de 2.300 pessoas tenham sido detidas desde o início das manifestações.
Segundo as autoridades, os detidos são acusados de organizar atos classificados como “distúrbios” e de manter vínculos com grupos apontados pelo regime como terroristas. As prisões teriam ocorrido em diferentes regiões do país, durante operações coordenadas das forças de segurança.
As informações foram divulgadas pela emissora estatal Press TV. O governo iraniano afirma que os protestos representam uma ameaça à segurança nacional e reforçou o discurso de repressão ao movimento, enquanto manifestações seguem apesar das restrições, incluindo dificuldades de acesso à internet em várias áreas do país.
Apesar de o governo reconhecer a detenção de cerca de 200 supostos líderes, entidades independentes apontam que o contingente total de presos é significativamente maior.
A HRANA o também relata ao menos 65 mortes, incluindo 50 manifestantes, entre eles sete menores de 18 anos, além de 14 membros das forças de segurança e um civil associado ao governo. Segundo a entidade, hospitais em diversas regiões estariam operando acima da capacidade, pressionados pelo elevado número de feridos.
Além da repressão nas ruas, o Irã enfrenta restrições severas no acesso à internet, que dura mais de 48 horas, o que dificulta a comunicação dos manifestantes e a divulgação de informações para o exterior.
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