
Internacional
Irã: número de mortos nos protestos passa dos 500, segundo Reuters
Atos generalizados são os maiores desde 2009; ONG norueguesa diz que número real de mortos pode chegar a dois mil

Foto: Reprodução/ X
Os protestos no Irã, que acontecem há cerca de duas semanas, já deixaram um saldo de 538 mortos, segundo informações das agências de notícias Reuters e Associated Press. Entre os mortos estão 490 manifestantes e 48 policiais.
O que motivou as manifestações foram as exigências por mudanças políticas e críticas ao governo do aiatolá Ali Khamenei. Ainda segundo a Reuters, mais de 10.670 pessoas teriam sido presas. O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI, na sigla em inglês), diz estar recebendo relatos de corpos sendo amontoados em hospitais. “Um massacre está em curso no Irã em meio a um apagão da internet”, afirmou a organização.
A estimativa, de acordo com a ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã, é que o número real de mortos pode chegar a até duas mil pessoas, um “assassinato em massa” pelos policiais. O governo do Irã não está divulgando de maneira frequente dados oficiais da atuação policial nos protestos. Além disso, acusa os Estados Unidos e Israel de se infiltrarem nas manifestações e os culpam pelas mortes ocorridas nos movimentos.
Segundo o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, em afirmação feita neste domingo, as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”. Para a Guarda Revolucionária do país, proteger a segurança nacional é um ponto inegociável.
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