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Protestos no Irã: Brasil condena repressão do regime, mas se abstém em votação na ONU

Internacional

Protestos no Irã: Brasil condena repressão do regime, mas se abstém em votação na ONU

Embaixador diz que apenas o povo iraniano tem direito de determinar o futuro do país

Protestos no Irã: Brasil condena repressão do regime, mas se abstém em votação na ONU

Foto: UN Photo/Rick Bajornas

Por: Metro1 no dia 23 de janeiro de 2026 às 14:50

Atualizado: no dia 23 de janeiro de 2026 às 14:58

Pela primeira vez, a delegação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou a repressão violenta contra manifestantes no Irã. A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), pelo embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça), Tovar da Silva Nunes.

“Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, disse o representante. Esta é a primeira declaração desde o início da onda mais recente de protestos no Irã, que iniciou em dezembro. Em outra ocasião, o governo brasileiro afirmava apenas acompanhar com preocupação os protestos e lamentar as mortes.

Na votação de uma resolução levada ao conselho e patrocinada por países críticos ao regime iraniano, como Alemanha, Islândia, Reino Unido, Macedônia do Norte e Moldova, a diplomacia brasileira se absteve. O pedido do texto é que haja extensão de investigações sobre eventuais violações de direitos humanos no Irã.

O embaixador diz que apenas o povo iraniano tem o direito de determinar o futuro do país e afirma que o Brasil condena medidas unilaterais coercitivas contra o Irã. “Ressaltamos que essas medidas impactam negativamente os direitos humanos da população e exacerbam os desafios econômicos do país, que servem de pano de fundo para as atuais manifestações”, explica.

Protestos no Irã
O regime iraniano afirmou, na última quarta-feira (21), que as manifestações foram contidas. Um balanço divulgado aponta que 3 mil mortes foram registradas nos protestos. A informação, no entanto, é contrariada por organizações de direitos humanos sediadas fora do país  - que defendem que o número é muito maior.