
Internacional
Frente unida freia avanço da extrema-direita em Portugal
Seguro é eleito presidente com 66,8% dos votos, com apoio de direita e esquerda

Foto: Agência Efe/Folhapress
A vitória do socialista António José Seguro para a presidência de Portugal neste domingo com 66,8% dos votos evidencia a reação unida de partidos de centro-esquerda e centro-direita contra o avanço da extrema direita.
O ultradireitista André Ventura, que obteve metade dos votos de Seguro, não conseguiu impor seu discurso radical e populista, sendo isolado pelo chamado “cordão sanitário” suprapartidário. Com seu perfil moderado, Seguro afastou os temores de que Portugal ingressasse em uma aventura populista, especialmente em um momento de crises climáticas que afetaram o país.
Em seu primeiro discurso como presidente eleito, afirmou que será "um presidente livre, atento às pessoas e às instituições. Os vencedores dessa noite são os portugueses e a democracia”.
A postura do socialista atraiu apoio de setores da esquerda e da direita, travando o caminho de Ventura, admirador do ex-ditador António Oliveira Salazar, e recuperando o fôlego do Partido Socialista, abalado nas últimas eleições legislativas.
Apesar da derrota, André Ventura manteve sua retórica e destacou que superou o desempenho do líder do Partido Social Democrata nas legislativas, afirmando-se como “novo líder da direita portuguesa, que em breve governará Portugal”.
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