Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Internacional

/

Itamaraty condena medidas de Israel para ocupar terras na Cisjordânia

Internacional

Itamaraty condena medidas de Israel para ocupar terras na Cisjordânia

Brasil diz que mudança nas regras de registro favorece expansão de assentamentos ilegais e viola direito internacional

Itamaraty condena medidas de Israel para ocupar terras na Cisjordânia

Foto: Agência Efe/Folhapress

Por: Metro1 no dia 11 de fevereiro de 2026 às 14:22

O Ministério das Relações Exteriores condenou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira (10), medidas aprovadas pelo governo de Israel que facilitam a aquisição de terras por cidadãos israelenses na Cisjordânia ocupada. Segundo o Itamaraty, as mudanças favorecem a expansão de assentamentos considerados ilegais e ampliam a ingerência israelense sobre território palestino.

“O governo brasileiro deplora as medidas aprovadas em 8 de fevereiro pelo gabinete de segurança de Israel, que facilitam a aquisição de imóveis por cidadãos israelenses na Cisjordânia, Estado da Palestina, por meio da alteração de regras de registro de terras, e conferem novas atribuições administrativas e de fiscalização a agências do governo israelense”, diz a nota.

O ministério afirma que a decisão representa uma “flagrante violação do direito internacional” e contraria parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que considerou ilegal a presença de Israel na Cisjordânia ocupada, “tendo aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os moradores”.

O governo israelense anunciou uma série de medidas para fortalecer os assentamentos na Cisjordânia. “Uma das principais medidas é a abertura dos registros de terras na Judeia e Samaria [Cisjordânia] ao público. A partir de agora, será possível comprar terras na Judeia e Samaria por meio de um procedimento mais simples e transparente”, afirmou o ministro da Fazenda de Israel, Bezalel Smotrich.

A Autoridade Palestina e o Hamas condenaram a decisão. Em nota, o Movimento de Resistência Islâmico afirmou: “Apelamos também ao nosso povo e à sua juventude rebelde em toda a Cisjordânia e Jerusalém para que intensifiquem o confronto com a ocupação e os seus colonos por todos os meios ao seu alcance, a fim de frustrar os projetos de anexação, judaização e deslocamento forçado”.

O Itamaraty conclui pedindo que Israel não adote ações equivalentes à anexação do território palestino ocupado “e que ameacem a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e a possibilidade de paz justa e sustentável no Oriente Médio”.