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Senado da Argentina aprova reforma que amplia jornada de trabalho para até 12 horas

Internacional

Senado da Argentina aprova reforma que amplia jornada de trabalho para até 12 horas

Proposta de Javier Milei flexibiliza regras trabalhistas e segue para a Câmara dos Deputados

Senado da Argentina aprova reforma que amplia jornada de trabalho para até 12 horas

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 13 de fevereiro de 2026 às 15:03

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, do partido La Libertad Avanza. O texto passou por 42 votos a 30, após mais de 13 horas de debate, e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

A possibilidade de ampliar a jornada diária de trabalho de 8 para até 12 horas foi um dos pontos centrais da proposta, considerada uma das primeiras grandes vitórias legislativas do governo. O projeto integra a agenda econômica liberal defendida por Milei e promove mudanças nas regras trabalhistas com foco na flexibilização das relações de emprego.

Além da ampliação da jornada, a proposta facilita contratações e demissões, reduz indenizações por dispensa sem justa causa e impõe novas limitações ao direito de greve. Para o governo, a legislação anterior era “obsoleta” e dificultava a geração de empregos formais. A gestão argumenta que a reforma deve atrair investimentos, reduzir entraves burocráticos e estimular a formalização em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

A votação ocorreu sob forte resistência de sindicatos, partidos peronistas e movimentos sociais, que classificam as mudanças como um retrocesso e denunciam precarização das condições de trabalho. Durante a sessão no Congresso, em Buenos Aires, houve protestos e confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo.

Para assegurar maioria, o governo e aliados aceitaram alterações de última hora, incluindo a retirada de um dispositivo que previa redução de imposto de renda para grandes empresas e ajustes nas regras sobre contribuições sindicais.

Principais mudanças

  • Jornada de trabalho: possibilidade de ampliação da carga horária diária de 8 para até 12 horas, mediante acordos setoriais.
  • Contratações e demissões: mecanismos que facilitam a entrada e saída de funcionários, com redução da burocracia para o empregador.
  • Indenizações: diminuição dos valores pagos em rescisões por dispensa sem justa causa, com o objetivo de reduzir o passivo trabalhista das empresas.
  • Direito de greve: imposição de restrições ao exercício de greves para garantir a continuidade de serviços considerados essenciais.
  • Período de experiência: ampliação do prazo de teste antes da efetivação, mantendo o foco na flexibilidade inicial.
  • Combate à informalidade: o governo aposta que a redução de custos e entraves estimulará a formalização dos cerca de 40% de trabalhadores que hoje atuam sem carteira assinada.