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Em tribunal nos EUA, Zuckerberg nega que Meta tenha criado redes para viciar jovens
Internacional
Em tribunal nos EUA, Zuckerberg nega que Meta tenha criado redes para viciar jovens
CEO da Meta Platforms depõe no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles e contesta acusações de que Instagram e Facebook foram projetados para estimular uso excessivo entre adolescentes

Foto: Divulgação
O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, afirmou em audiência nesta quarta-feira (18), em Los Angeles, que as plataformas da empresa não foram desenvolvidas com a intenção de provocar dependência em crianças e adolescentes.
O depoimento ocorreu no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, no processo que discute se redes sociais foram projetadas deliberadamente para estimular o uso excessivo e causar impactos negativos à saúde mental de menores. A companhia é responsável por aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Durante a audiência, advogados da jovem identificada como K.G.M., de 20 anos, apresentaram e-mails de 2014 e 2015 nos quais Zuckerberg mencionava metas para aumentar o engajamento em percentuais de dois dígitos. Questionado sobre declarações dadas ao Congresso dos EUA em 2024, quando afirmou que a Meta não buscava ampliar o tempo de permanência dos usuários nos aplicativos, o executivo defendeu a precisão de seu testemunho. “Se você está tentando dizer que meu depoimento não foi preciso, eu discordo fortemente disso”, declarou.
Ele reconheceu que, no passado, a empresa estabeleceu objetivos para elevar o tempo de uso, mas sustentou que essa não é mais a diretriz atual. Segundo a ação, o uso intenso de Instagram e YouTube durante a adolescência teria agravado quadros de depressão e pensamentos suicidas da autora.
A Meta Platforms e o Google, controlador do YouTube, negam as acusações. As empresas afirmam ter adotado recursos de segurança voltados ao público jovem e citam pesquisas que não comprovam relação causal direta entre o uso das redes e danos à saúde mental.
O depoimento marca a primeira vez que Zuckerberg fala diante de um júri em um caso desse tipo. A decisão poderá influenciar milhares de processos semelhantes movidos por famílias, distritos escolares e estados norte-americanos contra empresas de tecnologia.
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