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EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações nucleares em Genebra

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EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações nucleares em Genebra

Conversas mediadas por Omã discutem programa nuclear iraniano e possível alívio de sanções em meio à pressão militar dos Estados Unidos

EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações nucleares em Genebra

Foto: Reprodução/Canva

Por: Metro1 no dia 26 de fevereiro de 2026 às 14:02

A terceira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã começou nesta quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça, informou a agência estatal iraniana IRNA. Delegações dos dois países chegaram à residência do embaixador de Omã, que atua como mediador das conversas indiretas.

As negociações buscam tratar do programa nuclear iraniano e da possibilidade de alívio das sanções econômicas impostas a Teerã. Apesar da retomada do diálogo neste mês, após anos de impasse, as duas partes já demonstraram desconfiança quanto às intenções uma da outra.

Washington, aliados ocidentais e Israel sustentam que o programa nuclear iraniano pode ter como objetivo a construção de armas nucleares. O governo iraniano nega e afirma que o desenvolvimento tem fins exclusivamente pacíficos.

Participam das negociações o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, além do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. O encontro volta a ser mediado pelo chanceler de Omã, Badr Albusaidi.

No discurso sobre o Estado da União, na terça-feira (24), Trump afirmou que prefere uma solução diplomática, mas declarou que não permitirá que o Irã obtenha armas nucleares. O presidente também mobilizou caças, grupos de ataque de porta-aviões, destróieres e cruzadores para a região, em uma tentativa de pressionar Teerã.

O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a recusa iraniana em discutir o programa de mísseis balísticos é um “problema grave” que precisará ser enfrentado, já que os mísseis representariam ameaça à estabilidade regional.

A movimentação militar dos EUA no Oriente Médio é a maior desde a invasão do Iraque, em 2003, o que aumenta temores de um conflito mais amplo. Em junho do ano passado, Washington se juntou a Israel em ataques a instalações nucleares iranianas, e Teerã ameaçou retaliar caso seja alvo de nova ofensiva.

Trump afirmou em 19 de fevereiro que o Irã teria entre 10 e 15 dias para fechar um acordo, sob risco de que “coisas muito ruins” acontecessem.

No mercado internacional, os preços do petróleo subiram levemente nesta quinta-feira, com investidores avaliando se as negociações podem evitar um conflito que afete o fornecimento global. A Arábia Saudita, segundo fontes, elevou produção e exportações como plano de contingência para eventual interrupção na oferta regional.

Araqchi afirmou que o Irã busca um acordo “justo e rápido”, mas reiterou que o país não abrirá mão do direito à tecnologia nuclear para fins pacíficos. “Um acordo está ao alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada”, declarou o chanceler.