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Paquistão ataca Afeganistão e ministro paquistanês fala em “guerra aberta”

Internacional

Paquistão ataca Afeganistão e ministro paquistanês fala em “guerra aberta”

Talibã afirmou que reagiria de maneira proporcional

Paquistão ataca Afeganistão e ministro paquistanês fala em “guerra aberta”

Foto: Reprodução/Pixabay

Por: Metro1 no dia 27 de fevereiro de 2026 às 07:03

Atualizado: no dia 27 de fevereiro de 2026 às 07:24

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou nesta quinta-feira (26) que a tolerância do país chegou ao limite e falou em confronto direto com o Afeganistão após a intensificação das ações militares na fronteira. A crise está relacionada ao Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), organização que combate o governo paquistanês. Islamabad sustenta que integrantes do grupo estariam refugiados em território afegão, de onde planejariam ataques, acusação negada por Cabul.

No fim de semana, forças paquistanesas realizaram bombardeios contra supostos redutos do TTP e também do Estado Islâmico no Afeganistão. Em resposta, o Talibã, que controla o país, afirmou que reagiria de maneira proporcional. O governo afegão anunciou uma ofensiva contra posições militares do Paquistão na região de fronteira, classificando a medida como retaliação.

Pouco tempo depois, segundo o porta-voz afegão Zabihullah Mujahid, o Paquistão lançou ataques aéreos contra Cabul e outras cidades. Até o momento, não há confirmação de vítimas. O agravamento das hostilidades ameaça o cessar-fogo mediado pelo Catar, que vinha sendo mantido apesar de episódios isolados de violência e de negociações inconclusivas realizadas em novembro.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Asif acusou o Talibã de abrigar extremistas internacionais e de restringir direitos fundamentais da população, especialmente das mulheres. Ele afirmou que tentativas diplomáticas fracassaram e advertiu que haverá reação firme. O porta-voz do Talibã, por sua vez, declarou que o Afeganistão não pretende ampliar o conflito, mas responderá caso grandes cidades sejam atingidas. A ONU pediu contenção e defendeu a proteção de civis e a retomada do diálogo.