Internacional
China, África e países do Golfo Pérsico se pronunciam sobre ações militares envolvendo o Irã

Guarda Revolucionária do Irã declarou que pontos estratégicos de Israel e dos EUA na região foram alvos de mísseis de alto poder destrutivo

Foto: Reprodução/Redes sociais
Após a investida militar conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ocorrida neste sábado (28), o governo de Teerã anunciou ter bombardeado diversas instalações dos EUA no Oriente Médio como forma de retaliação, conforme noticiado pela rede Al Jazeera.
De acordo com o canal, as autoridades iranianas confirmaram a execução de ataques direcionados a diversas bases americanas situadas em territórios do Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que pontos estratégicos de Israel e dos EUA na região foram alvos de mísseis de alto poder destrutivo. O grupo militar assegurou que as operações não serão interrompidas “até que o inimigo seja definitivamente derrotado” e disse ainda que qualquer base norte-americana na zona de conflito é considerado um alvo legítimo.
Em declaração à Al Jazeera, o vice-ministro das Relações Exteriores, Hamid Ghanbari, defendeu as ações como um exercício do direito de autodefesa, embora tenha expressado pesar por possíveis vítimas resultantes do agravamento do conflito. “O Irã tem o direito de se defender e lamenta qualquer perda humanitária que possa causar devido a esta escalada militar”.
Relatos da emissora indicam que a ofensiva iraniana causou ao menos uma morte nos Emirados Árabes Unidos. Em resposta, o governo do Bahrein condenou o episódio, ao descrever como “ataque traiçoeiro e uma violação gritante da soberania e segurança do reino”. Por outro lado, as administrações do Kuwait e do Catar informaram que suas defesas conseguiram interceptar com sucesso todos os projéteis disparados pelo Irã.
Ataques ao Irã
Na madrugada deste sábado (28), uma operação militar conjunta entre as forças dos Estados Unidos e de Israel atingiu o território iraniano. Relatos indicam que detonações ocorreram em Teerã e em pelo menos outras quatro localidades do país. Como contra-ataque imediato, o governo do Irã lançou projéteis contra Israel e efetuou disparos direcionados a instalações militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
O presidente Donald Trump defendeu a ofensiva, sustentando que a prioridade é a proteção dos cidadãos norte-americanos. No mesmo sentido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a cooperação bélica com os EUA visa proporcionar liberdade para que o “povo iraniano tome as rédeas do seu destino.”
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