
Internacional
Netanyahu diz que há muitos indícios de que Khamenei "não existe mais"
Irã negou que Khamenei tivesse morrido, mas não apresentou nenhuma prova de sua sobrevivência

Foto: Alan Santos/PR
Após a operação militar conjunta entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças de defesa do país teriam conseguido destruir o complexo de segurança do líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Netanyahu foi além, sugerindo que existem evidências indicando a provável morte de Khamenei em decorrência do bombardeio.
"Há muitos sinais" de que o líder "não está mais entre nós", diz Netanyahu, que declarou ainda
que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias.
Mesmo com a declaração do primeiro-ministro de Israel, o Irã negou que Khamenei tivesse morrido, mas não apresentou nenhuma prova de sua sobrevivência. Ainda neste sábado, o chanceler Abbas Araghchi disse que Khamenei tinha sobrevivido "pelo que ele sabia", e que os funcionários de alto escalão também estão vivos. "Todos os oficiais de alto escalão estão vivos,” disse.
Mortos na operação
Segundo a imprensa iraniana, com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho, os ataques já deixaram 201 mortos e pelo menos 747 pessoas feridas. A investida militar contra o Irã ocorreu após semanas de negociações tensas e pressão dos EUA para que Teerã encerrasse seu programa nuclear. As forças dos Estados Unidos informaram que nenhum militar americano ficou ferido na ação e que os danos às bases dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
Declarações de Trump
Em declarações recentes, Trump afirmou que jamais permitiria que o Irã tivesse arma nuclear. "[Os iranianos]foram avisados para não fazerem mais nenhuma tentativa de reconstruir seu programa de armas, em particular armas nucleares", disse o presidente republicano na última terça-feira (24).
Após o ataque, Trump justificou a ofensiva militar contra o Irã como uma medida necessária para a segurança dos cidadãos dos EUA. “Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras”, afirmou, através da sua rede social.
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