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Israel confirma avanço de tropas por terra ao sul do Líbano contra o Hezbollah

Internacional

Israel confirma avanço de tropas por terra ao sul do Líbano contra o Hezbollah

Governo libanês pressiona milícia a depor armas

Israel confirma avanço de tropas por terra ao sul do Líbano contra o Hezbollah

Foto: : Reprodução/IDF

Por: Metro1 no dia 03 de março de 2026 às 14:35

As Forças Armadas de Israel ampliaram nesta terça-feira a ofensiva contra o Líbano, com o envio de tropas além da fronteira e novos bombardeios contra o Hezbollah. Fontes militares confirmaram um avanço por terra com o objetivo de criar uma “zona-tampão” entre os dois países.

Em comunicado, os militares informaram que forças da 91ª Divisão atuam no sul do Líbano como parte da chamada Operação Rugido do Leão. Segundo a nota, o objetivo é “criar uma camada adicional de segurança para os moradores do norte”, por meio de ataques à infraestrutura do Hezbollah para “frustrar ameaças e impedir tentativas de infiltração no território do Estado de Israel”.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o Exército “tomará o controle” de novas posições consideradas estratégicas no território libanês. Ele disse que a decisão foi autorizada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com o objetivo de “impedir ataques contra as localidades israelenses de fronteira”.

Em declaração televisionada, o porta-voz militar Effie Defrin afirmou que o Comando Norte já assumiu o controle de áreas consideradas dominantes e está estabelecendo uma zona de segurança entre os dois países.

Fontes do Exército libanês ouvidas por agências internacionais afirmaram que tropas israelenses avançaram pelas áreas de Kfarkila e Khiam, próximas à fronteira. Militares do Líbano teriam se retirado de ao menos sete bases no sul do país para evitar confronto direto. No conflito do ano passado entre Israel e Hezbollah, as Forças Armadas libanesas permaneceram neutras.

A ofensiva ocorre enquanto o governo libanês aumenta a pressão interna sobre o Hezbollah para que deponha armas. O presidente Joseph Aoun declarou que a decisão de proibir atividades militares da milícia é “definitiva”.

Desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, Israel mantinha tropas em cinco posições estratégicas em território libanês. Com o novo avanço, cresce a incerteza sobre o controle das áreas de fronteira, diretamente afetadas pelos confrontos.

Segundo autoridades libanesas, ao menos 52 pessoas morreram nos ataques recentes. A agência de refugiados da ONU informou que cerca de 30 mil pessoas estão abrigadas em centros coletivos no país.