Após os primeiros bombardeios lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no último fim de semana, o conflito se espalhou pela região e já provoca impactos diplomáticos, econômicos e no tráfego aéreo internacional. Entre os afetados estão milhares de brasileiros que vivem em países envolvidos na guerra.
De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores, cerca de 49.430 brasileiros residem em nações atingidas direta ou indiretamente pelo conflito.
O Líbano concentra a maior comunidade, com aproximadamente 22 mil brasileiros. Em seguida aparece Israel, com cerca de 14 mil. Também há presença significativa nos Emirados Árabes Unidos, onde vivem 10.365 brasileiros.
Outros países da região com cidadãos brasileiros são Catar (2 mil), Bahrein (300), Omã (300), Kuwait (280), Iraque (100) e Irã (85).
Alerta para evitar viagens
O Itamaraty emitiu alerta recomendando que brasileiros evitem viagens para países da região enquanto persistirem os confrontos. A orientação inclui:
- Irã
- Israel
- Catar
- Kuwait
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Jordânia
- Iraque
- Líbano
- Palestina
- Síria
O aviso foi divulgado horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o governo norte-americano iniciou “grandes operações de combate” contra o Irã, prometendo atingir estruturas militares e o programa nuclear iraniano.
Orientações de segurança
Aos brasileiros que já estão nesses países, o ministério orienta que, em caso de ataques ou bombardeios, busquem abrigo em locais protegidos, como estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.
Para quem estiver em casa, a recomendação é permanecer em cômodos com ao menos duas paredes entre a pessoa e a área externa do prédio, priorizando espaços internos e sem janelas, como corredores, escadas no subsolo ou salas no térreo.
Os contatos das embaixadas e consulados brasileiros estão disponíveis nos canais oficiais do governo para atendimento emergencial.
O avanço do conflito também tem provocado cancelamentos de voos e deixado viajantes retidos em aeroportos internacionais, ampliando o impacto da crise para além do campo militar.



