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Secretário do Tesouro dos EUA diz que tarifa universal de Trump pode subir para 15%
Internacional
Secretário do Tesouro dos EUA diz que tarifa universal de Trump pode subir para 15%
Secretário afirmou à CNBC que medida terá validade de 150 dias

Foto: Reprodução/ CNB
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, indicou que o governo dos Estados Unidos deve elevar de 10% para 15% a tarifa universal sobre importações já nos próximos dias. A declaração foi dada em entrevista à CNBC, que detalhou os próximos passos da política comercial defendida pelo presidente Donald Trump.
A mudança ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar parte relevante do modelo tarifário anterior, que estava fundamentado na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Como alternativa, o governo adotou uma nova base jurídica que permite a aplicação da tarifa por até 150 dias.
De acordo com Bessent, nesse intervalo o Executivo trabalhará para reconstruir o arcabouço legal que sustente as tarifas antigas. Ele afirmou acreditar que, dentro de cinco meses, as alíquotas poderão retornar aos níveis anteriores, por meio da aplicação das seções 301 e 232 da legislação comercial americana, consideradas mais consistentes do ponto de vista jurídico, embora mais lentas na implementação.
A sinalização de aumento das tarifas teve reflexo imediato nos mercados. Os contratos futuros do S&P 500 reduziram os ganhos registrados no início do dia e passaram a operar em leve queda por volta das 9h49, no horário de Brasília.
Petróleo e tensão no Oriente Médio
Durante a entrevista, Bessent também comentou os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã no mercado internacional de petróleo. Segundo ele, não há risco imediato de desabastecimento, uma vez que a oferta global seria suficiente para compensar eventuais interrupções.
O secretário destacou que existem grandes volumes de petróleo armazenados em navios fora da região do Golfo e mencionou que o governo pode ampliar medidas de apoio ao setor, incluindo a oferta de seguros a petroleiros e a atuação da Marinha americana para assegurar a navegação no Estreito de Ormuz.
Bessent ainda afirmou que a China estaria particularmente exposta a um eventual bloqueio do fornecimento da região, já que mais da metade da energia consumida pelo país viria do Golfo Pérsico. Ele acrescentou que as compras chinesas de petróleo iraniano, que representariam quase a totalidade das exportações do Irã, estariam suspensas no momento.
Sobre a possibilidade de um embargo comercial à Espanha, mencionada por Trump em declaração recente, o secretário disse que qualquer decisão dependerá de coordenação entre diferentes áreas do governo, sem confirmar a adoção da medida.
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