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Europa e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz após tensão no petróleo
Internacional
Europa e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz após tensão no petróleo
Países sinalizam apoio a esforços internacionais, mas não detalham ações concretas na região

Foto: Reprodução/X
Em meio à escalada de tensão no Golfo Pérsico e à alta nos preços do petróleo, governos europeus e o Japão passaram a adotar um tom mais conciliador em relação à crise no Estreito de Ormuz. Nesta quinta-feira (19), os países afirmaram estar dispostos a colaborar com iniciativas internacionais voltadas à segurança da rota marítima.
A sinalização foi feita em uma declaração conjunta divulgada por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão. No texto, os governos indicam abertura para participar de “esforços apropriados” que garantam a circulação segura de embarcações na região, embora não tenham detalhado como essa colaboração deve ocorrer.
A mudança de postura ocorre dias após esses mesmos países rejeitarem um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o envio de navios militares ao estreito. A negativa gerou reação dentro do governo norte-americano. Também nesta quinta, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, criticou os aliados europeus, classificando-os como “ingratos”.
Além da questão militar, o comunicado também destaca a preocupação com os impactos econômicos da crise. Os países afirmaram que pretendem atuar para conter a instabilidade no mercado de energia, incluindo o apoio à liberação de reservas estratégicas e o diálogo com nações produtoras para ampliar a oferta de petróleo.
O Estreito de Ormuz concentra uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, responsável por cerca de um quinto do consumo global. Nos últimos dias, o Irã anunciou o bloqueio da passagem e intensificou ataques a embarcações na região, o que contribuiu para a pressão sobre os preços da commodity.
No início da semana, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, havia descartado o envolvimento direto do país no conflito, afirmando que a guerra “não é nossa”, posição que evidenciava a resistência europeia em se alinhar militarmente à ofensiva liderada pelos Estados Unidos.
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