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Guerra no Oriente Médio é a maior ameaça energética global da história, diz diretor da AIE

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Guerra no Oriente Médio é a maior ameaça energética global da história, diz diretor da AIE

Chefe da Agência Internacional de Energia alerta para impacto histórico e diz que normalização pode levar meses

Guerra no Oriente Médio é a maior ameaça energética global da história, diz diretor da AIE

Foto: Reprodução/X

Por: Metro1 no dia 20 de março de 2026 às 12:44

Atualizado: no dia 20 de março de 2026 às 12:59

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a guerra envolvendo o Irã já configura a maior ameaça à segurança energética global já registrada. Segundo ele, os impactos sobre o fornecimento de petróleo e gás podem se estender por meses, mesmo após o fim do conflito.

De acordo com Birol, a interrupção no fluxo de energia no Golfo Pérsico supera crises anteriores, incluindo os choques do petróleo da década de 1970 e até mesmo os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022. A região é responsável por cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás, o que amplia os efeitos da instabilidade.

Um dos principais pontos de preocupação é o bloqueio no Estreito de Ormuz, considerado uma via essencial para o transporte de energia. A restrição no tráfego marítimo tem afetado não apenas combustíveis, mas também insumos fundamentais para a economia global, como fertilizantes, petroquímicos e gás industrial.

Mesmo em um cenário de cessar-fogo, Birol avalia que a retomada completa das operações não será imediata. Campos de petróleo e gás atingidos ou paralisados podem levar pelo menos seis meses para voltar a funcionar, com alguns casos exigindo ainda mais tempo.

O executivo também alertou que governos e mercados ainda não dimensionaram totalmente a gravidade da crise. Para ele, a tendência é de pressão contínua sobre os preços de energia enquanto persistirem as restrições na região.

Como medida emergencial, países do G7 já anunciaram a liberação de parte de seus estoques estratégicos de petróleo. Ainda assim, Birol destacou que essa ação não é suficiente para compensar a perda de produção no Oriente Médio.