Internacional
Ataques a unidades de saúde se intensificam no Oriente Médio e geram alerta internacional

Ministro da Defesa afirma que estruturas eram usadas pelo Hezbollah e diz que tropas vão controlar rotas na região

Foto: Reuters/Folhapress
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (24) que o país pretende estabelecer uma “zona de segurança” no sul do Líbano, após a destruição de pontes sobre o rio Litani. Segundo ele, as estruturas eram utilizadas pelo Hezbollah.
De acordo com Katz, além das pontes já destruídas, as forças israelenses devem assumir o controle das estruturas restantes na região.
“Todas as cinco pontes sobre o rio Litani que o Hezbollah usava para transportar terroristas e armas foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani", afirmou o ministro durante reunião de gabinete.
Ele também declarou que moradores do sul do Líbano que deixaram suas casas não devem retornar. "Não retornarão ao sul do Rio Litani até que a segurança dos moradores do norte de Israel seja garantida”, disse.
Operação terrestre e tensão crescente
Israel conduz, desde o início do mês, uma operação terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah. Nos últimos dias, tropas passaram a demolir pontes sobre o rio Litani, que conectam uma faixa de cerca de 30 quilômetros ao restante do país.
A menção à criação de uma “zona de segurança” representa uma intensificação da ofensiva e amplia temores de uma possível invasão em larga escala. No fim de semana, o governo libanês acusou Israel de tentar estabelecer uma “zona-tampão” no território.
Em resposta, o Hezbollah afirmou à agência Reuters que pretende impedir a medida e classificou a presença israelense no sul do Líbano como uma “ameaça existencial” ao Estado libanês.
O que é “zona-tampão”
O termo “zona-tampão” é usado para designar uma área criada para separar forças em conflito, reduzindo o risco de confrontos diretos. No caso do Litani, o rio tem papel estratégico: uma resolução da Organização das Nações Unidas, de 2006, determinou que o Hezbollah se retirasse do sul do Líbano, utilizando o curso do rio como referência. Israel afirma que a medida não foi cumprida.
Impacto dos ataques
Desde o início da escalada, Israel realizou centenas de ataques no território libanês. Segundo autoridades locais, mais de mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas.
Nesta terça-feira (24), bombardeios deixaram cinco mortos no sul do país e outras três vítimas em uma área residencial próxima a Beirute.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, uma menina de quatro anos morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas nesse ataque. A área atingida não é considerada reduto do Hezbollah.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.