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EUA sobrevoam Irã com bombardeiros nucleares pela primeira vez desde início da guerra
Internacional
EUA sobrevoam Irã com bombardeiros nucleares pela primeira vez desde início da guerra
Aeronaves com capacidade nuclear indicam nova fase do conflito e possível fragilidade na defesa iraniana

Foto: Divulgação/Boeing
Os Estados Unidos realizaram, pela primeira vez desde o início da guerra, um sobrevoo no espaço aéreo do Irã com bombardeiros B-52, anunciou o governo norte-americano nesta terça-feira (31). As aeronaves, com capacidade nuclear, são consideradas peça central da estratégia militar dos EUA.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times. O uso desse tipo de bombardeiro em território iraniano é visto como um indicativo de enfraquecimento dos sistemas de defesa do país, já que, apesar de seu poder destrutivo, o modelo é mais vulnerável a defesas antiaéreas modernas.
Alvos estratégicos
De acordo com o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, os B-52 devem ser empregados em ataques a cadeias de suprimentos que abastecem a produção de mísseis, drones e embarcações militares do Irã. O objetivo é reduzir a capacidade do país de repor armamentos utilizados no conflito.
O anúncio ocorre um dia após o presidente Donald Trump divulgar um vídeo mostrando uma grande explosão na cidade de Isfahan, que teria como alvo um depósito de munições. Ainda não há confirmação se os bombardeiros B-52 foram responsáveis pela ação.
O papel do B-52
O B-52 Stratofortress é um dos principais ativos da Força Aérea americana. Produzido pela Boeing, o modelo pode transportar armamentos de alta precisão e possui autonomia superior a 14 mil quilômetros sem necessidade de reabastecimento.
Considerado um dos pilares da estratégia militar dos EUA, o bombardeiro é capaz de realizar ataques estratégicos, apoio aéreo, missões marítimas e operações de contramedidas ofensivas.
Ao todo, 744 unidades do B-52 foram fabricadas. Apesar de seu grande porte e oito motores, a aeronave opera com uma tripulação reduzida de cinco pessoas, incluindo piloto, copiloto e especialistas em sistemas de combate.
A utilização desses bombardeiros no conflito marca uma escalada nas operações militares e reforça a pressão sobre o Irã em meio ao avanço da guerra.
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