Internacional
Trump afirma que EUA avaliam saída da Otan

Na terça-feira (31), Trump afirmou que países que não apoiaram os ataques contra o Irã devem buscar alternativas para obter combustível de aviação, incluindo a “tomada” do Estreito de Ormuz

Foto: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento oficial nesta quarta-feira (1º), às 22h (horário de Brasília), para tratar da situação do Irã. A informação foi divulgada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, por meio da rede social X.
“O presidente Trump fará um discurso à nação para fornecer uma atualização importante sobre o Irã”, afirmou a representante. O comunicado ocorre em meio à escalada de violência no Oriente Médio, conflito que já dura mais de um mês e registra milhares de vítimas.
Segundo dados do Crescente Vermelho, ao menos 1.900 pessoas morreram em ataques contra o Irã desde 28 de fevereiro. A crise se intensificou após ações militares conjuntas de Estados Unidos e Israel, seguidas por ofensivas iranianas contra alvos israelenses, bases americanas e países do Golfo.
Em declaração no Salão Oval, Trump indicou que o confronto pode se aproximar do fim. “Estaremos saindo muito em breve”, disse. Ele afirmou que a retirada pode ocorrer “dentro de duas semanas, talvez duas semanas, talvez três”.
Desafio de “tomada” do Estreito de Ormuz
Na terça-feira (31), Trump afirmou que países que não apoiaram os ataques contra o Irã devem buscar alternativas para obter combustível de aviação, incluindo a “tomada” do Estreito de Ormuz. Em publicação na rede Truth Social, ele sugeriu a compra de petróleo dos Estados Unidos ou a busca direta no Estreito de Ormuz.
"Para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: Número 1, comprem dos Estados Unidos, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM", disse. O presidente acrescentou que os EUA não devem apoiar países que não participaram das ações e declarou que o Irã foi “essencialmente, dizimado”.
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