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Trump vai à Suprema Corte em ação que ameaça cidadania por nascimento nos EUA

Internacional

Trump vai à Suprema Corte em ação que ameaça cidadania por nascimento nos EUA

Presidente tenta derrubar direito automático previsto na Constituição; presença no tribunal é inédita

Trump vai à Suprema Corte em ação que ameaça cidadania por nascimento nos EUA

Foto: Thw White House Gallery

Por: Metro1 no dia 01 de abril de 2026 às 14:41

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu nesta quarta-feira (1º) à Suprema Corte dos Estados Unidos para acompanhar o julgamento de uma lei que pretende derrubar.

Esta é a primeira vez na história do país que um presidente em exercício vai à Suprema Corte para assistir a uma sessão.

O tribunal analisa a legalidade de uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro de 2025 que tenta acabar com o direito à cidadania automática para filhos de imigrantes sem status legal permanente.

A medida questiona a interpretação da 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante cidadania a praticamente todas as pessoas nascidas em solo americano.

O presidente acompanhou o início da sessão sentado na primeira fila e deixou o local cerca de duas horas depois, antes do encerramento do julgamento.

O caso ficou conhecido como “Trump versus Barbara” e foi movido por uma imigrante hondurenha que vive no estado de New Hampshire. Ela questiona a constitucionalidade da medida após engravidar de um filho que nasceria nos EUA, mas poderia não ter direito à cidadania.

Atualmente, a cidadania por nascimento é assegurada há mais de um século e foi consolidada em 1898, no caso envolvendo Wong Kim Ark, quando a Suprema Corte decidiu que filhos de estrangeiros nascidos no país têm direito à nacionalidade americana.

O governo Trump argumenta que a regra atual incentiva a imigração irregular e o chamado “turismo de nascimento”. Já críticos afirmam que a medida é inconstitucional e tem viés discriminatório.

Se validada, a ordem pode afetar até 250 mil bebês por ano e obrigar famílias a comprovarem a cidadania dos filhos.

A decisão da Suprema Corte deve ser divulgada entre o fim de junho e o início de julho.