
Internacional
“Uma civilização inteira morrerá esta noite”, diz Trump sobre Irã
Segundo o secretário de Defesa, a partir desta terça-feira (7) será registrado o maior volume de ataques desde o início do conflito

Foto: Official White House Photo by Daniel Torok
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que o prazo para um acordo com o Irã está perto do fim e elevou o tom das ameaças. Ele declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", ao se referir ao possível desfecho do conflito. A fala ocorreu enquanto se aproxima o limite definido por Washington para que Teerã aceite reabrir o Estreito de Ormuz.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, disse Trump na rede Truth Social.
Ameaças de ataques
O presidente norte-americano fixou como prazo as 20h no horário da costa leste dos EUA (21h em Brasília), embora já tenha prorrogado prazos semelhantes nas últimas semanas. Ele também voltou a ameaçar ataques a estruturas estratégicas iranianas.
O governo americano afirmou ter planos para destruir pontes, usinas de energia e outras infraestruturas essenciais do Irã. Ele também mencionou possíveis ataques a poços de petróleo e sistemas de dessalinização. Segundo o secretário de Defesa, o dia pode registrar o maior volume de ataques desde o início do conflito.
Resposta do Irã
O Irã respondeu às ameaças dos Estados Unidos com tom de confronto e promessa de retaliação. "Fiquem tranquilos... as surpresas que temos reservadas superam até os piores pesadelos de nossos adversários", disse o porta-voz das Forças Armadas, Ibrahim Zulfiqari, nas redes sociais. Ele também declarou que o país irá reagir à morte do general Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária, morto em um bombardeio recente.
"Responderemos com severidade ao assassinato do chefe do serviço de inteligência da Guarda Revolucionária", disse. Autoridades iranianas também classificaram as falas de Donald Trump como “infundadas” e “delirantes” e afirmaram que as ameaças não irão interromper as operações militares em andamento. O governo também reforçou que não aceitará pressão externa e que mantém sua posição diante do impasse.
Negociações travadas
Entre sábado (4) e segunda-feira (6), uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão tentou abrir diálogo entre Irã e Estados Unidos, mas não avançou. A iniciativa previa uma pausa imediata nos ataques e a retomada gradual das negociações, com foco na reabertura do Estreito de Ormuz. O governo iraniano, no entanto, rejeitou a proposta por considerar o plano insuficiente e defender um acordo definitivo. Já os EUA avaliaram o texto como um sinal positivo, mas afirmaram que ainda não atendia às condições exigidas. Sem consenso, o impasse permanece.
Risco legal e impacto global
Especialistas alertam que ataques a estruturas civis podem ser considerados crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra, especialmente quando atingem serviços essenciais à população. O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, permanece fechado, elevando a preocupação internacional com impactos econômicos.
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