
Internacional
Irã reage a ameaças de Trump e diz que “não ficará de braços cruzados”
Representante iraniano na ONU diz que país responderá de forma proporcional, enquanto EUA mantêm ultimato sobre reabertura da rota estratégica

Foto: Canva Imagens
O representante do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, afirmou nesta terça-feira (7) que Teerã não ficará inerte diante das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o diplomata, as declarações do republicano configuram “incitação a crimes de guerra” e podem até sugerir genocídio.
Durante uma sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que discutia a situação no Estreito de Ormuz, Iravani pediu que a comunidade internacional condene a retórica norte-americana. “O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá seu direito de autodefesa e tomará medidas proporcionais”, declarou.
As tensões aumentaram após Trump afirmar que “uma civilização inteira morrerá” caso o Irã não aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. O prazo estipulado por Washington termina nesta terça-feira, às 21h (horário de Brasília).
Em publicações e entrevistas, Trump indicou a possibilidade de uma ofensiva militar sem precedentes, caso não haja avanço nas negociações. Ele também voltou a criticar o regime iraniano, no poder há mais de quatro décadas.
Do lado iraniano, autoridades sinalizam resistência. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que milhões de cidadãos estão dispostos a se sacrificar em defesa do país. Segundo ele, mais de 14 milhões de pessoas já responderam a convocações oficiais para apoio ao governo.
A televisão estatal iraniana incentivou a população a formar correntes humanas para proteger infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes, diante da ameaça de ataques.
No campo diplomático, as negociações seguem travadas. Estados Unidos e Irã rejeitaram uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão. Teerã apresentou uma contraproposta, considerada insuficiente por Washington.
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