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Israel sinaliza abertura para negociações com Líbano "o mais rápido possível"
Fala de Netanyahu ocorre após ataques que deixaram centenas de mortos e em meio a pressão por cessar-fogo

Foto: Kobi Gideon/gpophotoeng.gov.il
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (9) que orientou o governo a iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”. A proposta, segundo ele, inclui discutir o desarmamento do Hezbollah e a construção de relações diplomáticas entre os dois países.
A declaração ocorre um dia após uma ofensiva de grande escala de Israel contra o território libanês. De acordo com autoridades locais, cerca de 160 mísseis foram lançados em poucos minutos, atingindo áreas densamente povoadas e deixando ao menos 254 mortos e centenas de feridos. O Exército israelense afirmou que os alvos estavam ligados ao Hezbollah e justificou os ataques alegando a presença de combatentes em regiões civis.
Enquanto isso, o governo do Líbano tenta articular uma trégua temporária para viabilizar negociações mais amplas. A proposta prevê mediação dos Estados Unidos, considerados peça-chave para garantir qualquer acordo entre as partes. Nos bastidores, há expectativa de que um primeiro encontro diplomático ocorra em Washington nos próximos dias.
A escalada recente está ligada à retomada dos confrontos no início de março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em resposta a ações militares israelenses contra o Irã. Desde então, a crise se intensificou e agravou a situação humanitária no Líbano.
Além disso, há divergências sobre a abrangência de um cessar-fogo anunciado recentemente entre EUA e Irã. Enquanto países como o Paquistão defendem que o Líbano deveria estar incluído no acordo, Israel e autoridades americanas sustentam que o território libanês ficou fora da negociação.
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