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Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute e OMS condena ação

Internacional

Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute e OMS condena ação

Organização alerta para risco a centenas de pacientes e pede proteção a unidades de saúde

Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute e OMS condena ação

Foto: Canva imagens

Por: Metro1 no dia 10 de abril de 2026 às 12:16


A Forças de Defesa de Israel determinou a evacuação da região de Al-Janah, na Beirute, área que concentra dois dos principais hospitais do país e milhares de civis deslocados. A decisão ocorre em meio à intensificação do conflito no Líbano e gerou reação de organismos internacionais.

A Organização Mundial da Saúde alertou que a retirada de pacientes das unidades é, neste momento, impraticável. Segundo o diretor-geral Tedros Adhanom, cerca de 450 pessoas estão internadas nos hospitais da área, incluindo pacientes em estado crítico, sem que haja estruturas alternativas disponíveis para transferência.

Além disso, a zona afetada abriga um complexo do Ministério da Saúde libanês que funciona como abrigo para milhares de pessoas deslocadas pela guerra. Diante do cenário, a OMS pediu que a ordem seja revista e reforçou a necessidade de proteção a civis, profissionais e instalações de saúde, conforme previsto no direito internacional humanitário.

O alerta ocorre após novos bombardeios registrados no país, que agravaram a pressão sobre o sistema de saúde. Hospitais seguem operando no limite e recebendo um alto número de vítimas, incluindo feridos graves e corpos não identificados.

Até a recente escalada, autoridades libanesas já contabilizavam dezenas de ataques contra unidades de saúde, com mortes e feridos entre profissionais. O histórico tem ampliado a preocupação de entidades humanitárias com o colapso da assistência médica no país.

Israel não comentou diretamente a ordem de evacuação, mas sustenta que o Hezbollah utiliza estruturas civis para atividades militares. A alegação é contestada pela Anistia Internacional, que critica a ausência de provas e alerta para os riscos de tratar hospitais como alvos em zonas de conflito.