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Lei exige ‘prova de cultura’ para cidadania em Portugal; saiba como será
Internacional
Lei exige ‘prova de cultura’ para cidadania em Portugal; saiba como será
Exigência de avaliação cultural se torna o principal filtro da nova legislação. Mesmo com a proximidade linguística, candidatos terão que estudar conteúdos formais sobre o país

Foto: Canva imagens
O Parlamento de Portugal aprovou uma nova Lei da Nacionalidade que torna obrigatória a realização de prova sobre história e cultura do país para obtenção da cidadania, medida que atinge diretamente brasileiros. A mudança cria uma etapa inédita no processo, que deixa de ser apenas documental e passa a exigir preparação e conhecimento específico. O texto ainda depende de decisão presidencial.
A exigência de avaliação cultural se torna o principal filtro da nova legislação. Mesmo com a proximidade linguística, candidatos terão que estudar conteúdos formais sobre o país, o que amplia a dificuldade e reduz a aprovação automática de pedidos, sobretudo entre descendentes.
O que será cobrado na prova de cultura
- História de Portugal, incluindo formação e períodos marcantes
- Símbolos nacionais, como bandeira e hino
- Datas oficiais e feriados
- Estrutura política e instituições
- Tradições, costumes e referências culturais
Na prática, a inclusão da prova transforma o processo em seletivo. Especialistas avaliam que a medida funciona como barreira para conter o aumento de solicitações, exigindo vínculo mais consistente com o país. O procedimento, antes centrado em documentos, passa a incluir avaliação de conhecimento.
Além disso, o tempo mínimo de residência legal foi ampliado de cinco para sete anos. A contagem só começa após a emissão do título definitivo, desconsiderando o período de espera pela regularização, o que estende ainda mais o prazo total para solicitação.
Como passa a funcionar o processo
- Residência mínima de 7 anos
- Contagem iniciada apenas com documento definitivo
- Exclusão do tempo de espera na regularização
- Obrigatoriedade de prova cultural
A lei também altera regras para filhos de imigrantes nascidos em Portugal. O direito à cidadania deixa de ser quase automático e passa a exigir cinco anos de residência legal dos pais, aumentando o tempo necessário para acesso ao benefício.
O governo defende o endurecimento como forma de garantir integração efetiva. Já entidades de imigrantes criticam a medida e apontam retrocesso. Caso seja sancionada, a lei deve ter transição até 2026 e não deve afetar processos já iniciados, que tendem a seguir as normas anteriores.
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