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Trump ameaça bloquear Estreito de Ormuz e mira navios que pagarem “pedágio” ao Irã

Internacional

Trump ameaça bloquear Estreito de Ormuz e mira navios que pagarem “pedágio” ao Irã

Presidente dos EUA ameaça interceptar navios e endurece discurso após impasse sobre programa nuclear iraniano

Trump ameaça bloquear Estreito de Ormuz e mira navios que pagarem “pedágio” ao Irã

Foto: The White House

Por: Metro1 no dia 12 de abril de 2026 às 12:30

Atualizado: no dia 12 de abril de 2026 às 12:39

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou pela primeira vez após o encerramento das negociações de segurança no Paquistão e anunciou, neste domingo (12), que a Marinha americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz.

A medida ocorre após o fracasso das tratativas sobre o programa nuclear do Irã, realizadas em Islamabad. Em publicação na rede Truth Social, Trump adotou tom de ameaça e afirmou que a paciência com Teerã se esgotou. “Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!”, escreveu.

Segundo o presidente, apesar de avanços em outros pontos, não houve acordo sobre a questão nuclear. “O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]”, disse.

Trump autorizou a Marinha dos EUA a interceptar, inclusive em águas internacionais, navios comerciais que tenham pago taxas ao governo iraniano para circular na região. “Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, afirmou.

O republicano também declarou que o bloqueio contará com apoio de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para ampliar a ofensiva. Ele alegou ainda que a estrutura militar iraniana estaria enfraquecida.

O anúncio ocorre após o vice-presidente JD Vance afirmar que o Irã recusou os termos propostos por Washington nas negociações. Segundo ele, o impasse foi causado pela falta de garantias de Teerã de que não buscará armas nucleares no futuro.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências americanas como “não razoáveis” e afirmou que a postura dos EUA impediu avanços, mantendo o clima de desconfiança entre os países.