Domingo, 12 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Internacional

/

Orbán admite derrota e oposição deve assumir maioria no Parlamento de Hungria

Internacional

Orbán admite derrota e oposição deve assumir maioria no Parlamento de Hungria

Resultado parcial indica vitória ampla do partido Tisza e fim de 16 anos de governo

Orbán admite derrota e oposição deve assumir maioria no Parlamento de Hungria

Foto: Reprodução/Facebook/Orbán Viktor

Por: Metro1 no dia 12 de abril de 2026 às 18:09

Atualizado: no dia 12 de abril de 2026 às 18:23

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (12). Em discurso a apoiadores, ele reconheceu o resultado e afirmou que já parabenizou o partido vencedor.

Com 45,7% dos votos apurados, o Conselho Nacional Eleitoral projeta que o partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar cerca de 135 das 199 cadeiras do Parlamento, número suficiente para garantir maioria de dois terços e possibilitar mudanças na Constituição.

Orbán classificou o resultado como “doloroso”, mas disse que continuará atuando na vida política do país. “Vamos seguir servindo a Hungria a partir da oposição”, declarou.

O líder do Tisza, Péter Magyar, comemorou os resultados parciais nas redes sociais e agradeceu aos eleitores. Ele também revelou que recebeu uma ligação de Orbán com cumprimentos pela vitória. “Obrigado, Hungria”, escreveu.

A derrota marca o fim de um ciclo de 16 anos no poder de Orbán, período em que adotou políticas de linha dura contra a imigração e promoveu medidas que geraram críticas por restrições à imprensa e a direitos democráticos.

O premiê contou com apoio de nomes conservadores internacionais, como Donald Trump, Giorgia Meloni e Marine Le Pen. Também manteve proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin, e chegou a bloquear um empréstimo da União Europeia destinado à Ucrânia.

Por sua vez, Péter Magyar prometeu reaproximar a Hungria de aliados ocidentais, reduzir a dependência de energia russa até 2035 e adotar uma postura pragmática nas relações com Moscou. O novo líder também afirmou que pretende destravar recursos da União Europeia, considerados fundamentais para impulsionar a economia do país.