Internacional
Trump ameaça destruir navios iranianos no Estreito de Ormuz da mesma forma que ataca Caribe

Decisão de Keir Starmer expõe resistência de aliados à estratégia de Donald Trump no Oriente Médio

Foto: André Motta/Petrobras
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país não participará do bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. A operação foi proposta pelo presidente Donald Trump após o fracasso nas negociações com o Irã.
“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, disse Starmer em entrevista à BBC nesta segunda-feira (13).
Segundo a imprensa britânica, o Reino Unido manterá ativos militares na região, como navios caça-minas e sistemas antidrone, mas não utilizará sua marinha para bloquear portos iranianos.
Em paralelo, o presidente da França, Emmanuel Macron, informou que pretende organizar, nos próximos dias, uma conferência com países aliados para discutir a retomada da liberdade de navegação no estreito. A proposta é criar uma missão multinacional de caráter defensivo, separada do conflito.
Outro aliado pressionado por Trump é o Japão, grande importador de petróleo da região. O governo japonês afirmou que acompanha a situação e defendeu uma solução diplomática para reduzir as tensões.
A resistência de aliados tem provocado reações de Trump, que criticou publicamente os países que não aderiram à iniciativa e chegou a ameaçar deixar a OTAN.
A China também se posicionou, defendendo que a normalização da navegação no Estreito de Ormuz depende do fim do conflito militar no Oriente Médio.
Do outro lado, o Irã ameaçou retaliar caso seus portos sejam alvo de ações militares. Segundo autoridades iranianas, navios de países adversários podem ser impedidos de atravessar a região.
O impasse ganhou novo capítulo após o anúncio do bloqueio pelos Estados Unidos, que ocorre depois do fracasso das negociações em Islamabad, no Paquistão.
No cenário internacional, Rússia e China vetaram no Conselho de Segurança da ONU uma proposta que autorizaria o uso da força para reabrir o estreito.
Com a escalada da crise, o preço do petróleo voltou a subir e o barril do tipo Brent alcançou novamente a faixa dos US$ 100. Antes do conflito, cerca de 20 milhões de barris passavam diariamente pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula aproximadamente 20% do petróleo e gás do planeta.
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