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EUA dizem que bloqueio em Ormuz impede passagem de navios nas primeiras 24 horas
Seis embarcações recuam após ordem militar; ação de Donald Trump pressiona o Irã e eleva tensão no Oriente Médio

Foto: Reprodução/MarineTraffic
Segundo comunicado oficial, seis navios mercantes que tentaram se aproximar da área foram obrigados a dar meia-volta e retornar a portos na região. A ação é monitorada por cerca de 10 mil militares, distribuídos em 12 navios de guerra e dezenas de aeronaves.
"Durante as primeiras 24 horas, nenhum navio conseguiu passar pelo bloqueio dos EUA, e seis embarcações mercantes acataram as ordens das Forças dos EUA para dar meia-volta e reentrear em um porto iraniano no Golfo de Omã", diz o comunicado.
O bloqueio foi iniciado na segunda-feira (13) por ordem do presidente Donald Trump, como resposta à postura do Irã, que vinha controlando a passagem no estreito e cobrando uma espécie de “pedágio” de embarcações estrangeiras.
Dados de plataformas de monitoramento marítimo indicam que pelo menos dois petroleiros chineses mudaram de rota ao se aproximar da área bloqueada. Um deles, o Rich Starry, chegou a entrar no Golfo de Omã, mas recuou após a presença militar americana.
A decisão dos EUA provocou reação internacional. O governo da China classificou a medida como “perigosa e irresponsável” e alertou para o risco de aumento das tensões no Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de energia do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global. Desde o início da guerra, o Irã restringia parcialmente a passagem, permitindo apenas navios aliados ou que aceitassem pagar taxas.
Ao bloquear a região, os Estados Unidos tentam pressionar Teerã economicamente e forçar um acordo, ao mesmo tempo em que impedem o país de lucrar com a exportação de petróleo.
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