Quinta-feira, 16 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Internacional

/

Papa Leão XIV critica uso da religião em guerras e faz apelo por paz nos Camarões

Internacional

Papa Leão XIV critica uso da religião em guerras e faz apelo por paz nos Camarões

Pontífice condena “senhores da guerra” e diz que fé não pode ser usada para justificar violência

Papa Leão XIV critica uso da religião em guerras e faz apelo por paz nos Camarões

Foto: Reprodução/Vatican News

Por: Metro1 no dia 16 de abril de 2026 às 16:37

O Papa Leão XIV fez um forte apelo contra a guerra e o uso da religião como justificativa para violência durante um encontro pela paz em Bamenda, região marcada por anos de conflito e crise humanitária.

No discurso, o pontífice criticou diretamente líderes que utilizam a fé como instrumento de poder e destruição. Segundo ele, há grupos que “submetem as religiões e o próprio nome de Deus aos seus objetivos militares, econômicos e políticos”.

O encontro foi realizado na Catedral de São José e reuniu líderes religiosos, comunidades locais e vítimas da violência, incluindo pessoas sequestradas e famílias deslocadas.

Diante do cenário, o Papa descreveu a região como “atormentada” e “ensanguentada”, mas ressaltou a resistência de quem segue buscando caminhos de paz.

Em um dos trechos mais duros, ele criticou a lógica dos conflitos armados. “Os senhores da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes não basta uma vida inteira para reconstruir. Fingem não ver que são necessários milhares de milhões de dólares para matar e devastar”, afirmou.

Apesar da violência, o pontífice destacou o papel de pessoas que atuam no cuidado com vítimas e comunidades afetadas, classificando esse esforço como uma “revolução silenciosa”.

Ao encerrar a fala, reforçou a necessidade de união e solidariedade. “O mundo é destruído por poucos dominadores e mantido de pé por uma multidão de irmãos e irmãs solidários”, disse.

Para ele, a paz não precisa ser criada, mas acolhida, a partir do reconhecimento de que todos compartilham o mesmo mundo e devem conviver como uma única família.