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Chanceler alemão defende que acordo entre União Europeia e Mercosul seja ratificado "o mais rápido possível"
Internacional
Chanceler alemão defende que acordo entre União Europeia e Mercosul seja ratificado "o mais rápido possível"
Em negociação há mais de 25 anos, tratado entra em vigor na próxima semana, em 1º de maio, de forma provisória

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, afirmou, nesta segunda-feira (20), que o Brasil é um parceiro comercial importante “em um mundo cada vez mais complexo”, e defendeu que o tratado entre União Europeia (UE) e Mercosul deve ser ratificado “o mais rápido possível".
“Com esse acordo da União Europeia e Mercosul, ambas as partes do Atlântico vão se beneficiar e criar mais crescimento econômico. [...] Não vamos dar um passo atrás. O processo de ratificação precisa ser concluído o mais rápido possível, só precisa de acordo na União Europeia e no Parlamento Europeu”, disse Merz na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em agenda paralela à da Hannover Messe, a feira industrial de Hanôver.
O acordo entre os blocos, em negociação há mais de 25 anos, entra em vigor na próxima semana, em 1º de maio, mas ainda com status de provisório porque precisa de uma etapa final de retificação.
Ainda em sua declaração, o chanceler descreveu o Brasil como um parceiro no qual se pode confiar e manifestou desejo de firmar parcerias já pautadas anteriormente. “O Brasil é um parceiro importante em um mundo cada vez mais complexo. Queremos reavivar parcerias antigas. Temos acordo comum em política mundial em que podemos confiar em combinados e contribuir para a solução de problemas globais. [...] Comércio livre e justo só pode ser realizado sobre relações consolidadas em regras”, completou Merz.
O chanceler alemão enfatizou a capacidade dos mercados da Alemanha e do Brasil, com 300 milhões de pessoas ou consumidores, e disse ser possível dobrar o comércio exterior entre os dois países, proposta feita pouco antes de sua fala pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.
“Antes do acordo, a balança comercial estava US$ 20 bilhões. Pelo tamanho das economias, é muito pouco e vamos aumentar. Concordo com o presidente [Ricardo] Alban, vamos dobrar esse volume”, disse Merz. O presidente da CNI defendeu, durante sua fala, que Brasil e Alemanha sejam mais que parceiros, “que sejam cúmplices”.
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