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Irã ameaça atacar forças dos EUA no Estreito de Ormuz

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Irã ameaça atacar forças dos EUA no Estreito de Ormuz

Tensão cresce após anúncio de escolta naval americana

Irã ameaça atacar forças dos EUA no Estreito de Ormuz

Foto: Reprodução/X/@CENTCOM

Por: Metro1 no dia 04 de maio de 2026 às 07:07

O comando das Forças Armadas do Irã declarou nesta segunda-feira (4) que manterá domínio absoluto sobre a segurança no Estreito de Ormuz e advertiu forças estrangeiras, com ênfase nos Estados Unidos, contra qualquer aproximação sem autorização prévia. A posição foi divulgada por meio de comunicado do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, segundo a agência estatal Fars.

De acordo com o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, a responsabilidade pela proteção da rota marítima estratégica é exclusivamente iraniana. Ele afirmou ainda que qualquer embarcação deve alinhar sua passagem com as autoridades militares do país para garantir segurança.

A declaração ocorre após o anúncio do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos iniciariam uma operação para escoltar navios retidos no estreito. A iniciativa, chamada de “Projeto Liberdade”, tem como objetivo conduzir embarcações de países não envolvidos no conflito para fora da região com segurança.

Em resposta, Abdollahi acusou os norte-americanos de ameaçar a estabilidade do comércio internacional ao atuar na área e fez um alerta direto. “Advertimos que qualquer força armada estrangeira, especialmente o agressivo Exército dos EUA, se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, afirmou.

O militar também recomendou que navios comerciais e petroleiros evitem transitar pela região sem comunicação prévia com o Irã, sob risco de comprometer a própria segurança. Segundo ele, uma escalada por parte dos Estados Unidos pode agravar ainda mais a tensão e afetar a navegação na área.

Por sua vez, Trump afirmou que a ação busca garantir a livre circulação marítima e proteger embarcações e tripulações. Em publicação na rede Truth Social, disse que orientou sua equipe a assegurar a retirada segura dos navios da região, classificando a operação como uma forma de proteger países e empresas impactados pelo bloqueio.