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Irã diz que ainda analisa proposta dos EUA para fim da guerra

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Irã diz que ainda analisa proposta dos EUA para fim da guerra

Teerã afirma que resposta será enviada ao Paquistão, responsável pela mediação das negociações

Irã diz que ainda analisa proposta dos EUA para fim da guerra

Foto: Canva Imagens

Por: Metro1 no dia 06 de maio de 2026 às 14:33

O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira (6) que ainda analisa a mais recente proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, a resposta oficial de Teerã ainda não foi enviada ao Paquistão, responsável por mediar as negociações entre os dois países.

Apesar das sinalizações de avanço nas conversas, uma fonte do governo iraniano ouvida pela agência Tasnim afirmou que a proposta americana contém pontos considerados “inaceitáveis” por Teerã. Segundo a autoridade, que falou sob anonimato, o Irã ainda não respondeu formalmente aos EUA e a tendência é de que o acordo não seja fechado nos termos atuais. A fonte também criticou o discurso adotado por Washington e afirmou que ameaças contra o país podem agravar ainda mais a crise.

“As notícias da mídia americana sobre o acordo têm o objetivo de justificar o recuo de Trump de sua mais recente ação hostil no Estreito de Ormuz. Usar uma linguagem ameaçadora contra o Irã é ineficaz e pode piorar a situação para os Estados Unidos”, declarou a autoridade iraniana. 

Mais cedo, o site americano Axios informou que os dois países estariam próximos de um entendimento. A proposta em discussão prevê, entre outros pontos, a suspensão de sanções econômicas americanas, a liberação de ativos iranianos congelados e uma moratória envolvendo limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã. 

Enquanto as negociações seguem em andamento, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o governo iraniano. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que, caso não haja acordo, novos bombardeios serão realizados contra o país “em nível e intensidade muito maiores do que antes”.