Internacional
Cruzeiro com surto de hantavírus deve atracar nas Ilhas Canárias apesar de resistência local

Diretor-geral da organização afirma que risco global permanece baixo após mortes em cruzeiro

Foto: Reprodução/World Health Organization
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira (6) que o atual surto de hantavírus registrado em um cruzeiro no Atlântico não apresenta semelhanças com o início da pandemia de Covid-19. Segundo ele, o risco global de disseminação da doença segue considerado baixo. “Não, acredito que não”, respondeu ao ser questionado sobre possíveis paralelos com a crise sanitária causada pelo coronavírus.
O alerta ocorre após o registro de um surto de hantavírus no navio MV Hondius, ancorado em Cabo Verde desde o último domingo (3). Até o momento, três pessoas morreram e outras oito são tratadas como casos suspeitos da infecção. A OMS acompanha a situação em conjunto com autoridades internacionais, mas informou que ainda não vê necessidade de convocar um comitê de emergência.
Especialistas da entidade reforçaram que o comportamento do hantavírus é muito diferente do observado em vírus respiratórios altamente transmissíveis, como Covid-19 e influenza. A doença é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, e casos de transmissão entre humanos são considerados raros.
Segundo a OMS, parte das infecções no cruzeiro estaria ligada à cepa Andes, identificada na América do Sul e capaz de provocar transmissão entre pessoas em situações muito específicas de contato próximo. Ainda assim, a organização informou que não há indícios de mutações que aumentem a capacidade de disseminação do vírus. A suspeita é de que os primeiros infectados tenham contraído a doença durante atividades na Argentina antes do embarque.
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