
Internacional
Possível ação militar dos EUA causaria "banho de sangue", diz Cuba
Declaração é feita após site americano afirmar que Cuba havia adquirido drones militares e discutido planos para usá-los em ataques à base naval dos EUA

Foto: Canva imagens
Em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que uma possível ação militar dos EUA contra o país levaria a um "banho de sangue". A declaração é feita um dia após uma reportagem do site americano Axios afirmar que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em ataques à base naval americana.
"As ameaças de agressão militar contra Cuba pela maior potência do planeta são conhecidas. Já a ameaça em si constitui um crime internacional. Se materializada, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, mais o impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional. Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca", escreveu o presidente nesta segunda-feira (18) na rede social X (antigo Twitter).
Apesar da publicação do jornal americano, o governo de Cuba nega o que foi dito e afirma que os EUA estão fabricando um "caso fraudulento" para justificar uma possível intervenção militar.
"Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos EUA, tem sim o direito absoluto e legítimo de se defender de um ataque bélico, o que não pode ser brandido com lógica nem honestidade como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano", acrescentou o presidente cubano.
Entenda
A reportagem do Axios diz que, desde 2023, o governo cubano comprou mais de 300 drones de ataque dos aliados Rússia e Irã e vem armazenando o armamento em pontos estratégicos para possíveis ataques a alvos dos EUA.
Ao negar a ofensiva, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que "Cuba não ameaça nem deseja guerra", acrescentando que o país "se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU", conclui Rodriguez em sua publicação.
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